Por: Carlos Brickmann - A
direção nacional do PMDB promete punir os políticos do partido que se
mostram mais amigos de Lula do que seria conveniente. O governador
sergipano Jackson Barreto e seus seguidores seriam os primeiros, pelo
calor da recepção a Lula, ora peregrinando pelo Nordeste. Outro alvo
podem ser os Renans de Alagoas – o senador Renan Calheiros e seu filho
Renanzinho, governador. Mas não é bem assim: o PMDB não vai perder
governos cheios de bons cargos só para manter a coerência.
E, a propósito, que coerência? Temer foi vice de Dilma. Romero Jucá,
Renan e Padilha, até mesmo Gabriel Chalita, todos trabalharam juntinhos
com o PT até que ficar com Dilma se mostrou inviável. O governador
paranaense Roberto Requião é ainda tão pró-PT que até apoia Nicolás
Maduro. Os dirigentes nacionais do PMDB fazem cara de bravos. Bem
conversados são muito mais suaves.
Mas essa história de brigar no palco e acertar-se nos bastidores não é
para todos: só para os profissionais. A senadora Kátia Abreu, por
exemplo, que se transformou de líder ruralista em amiga de infância de
Dilma, pode ser punida. Ela poderia até parecer muito amiga, mas só de
mentirinha.

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