O presidente da Câmara, Eduardo Cunha
(PMDB-RJ), entregou nesta segunda-feira (18) o processo de impeachment
de Dilma Rousseff ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PDMB-AL). Os
dois tiveram um encontro no gabinete de Renan na parte da tarde. A
pilha de documentos do processo, com 36 volumes e 11 anexos, foi
entregue por um servidor da Câmara na Secretaria Geral da Mesa.
Neste domingo (17), a Câmara dos
Deputados decidiu, por 367 votos a favor, 137 contrários, sete
abstenções e duas ausências, encaminhar o processo de impeachment ao
Senado, que deverá decidir se julga o caso (veja resumo do rito no
Senado ao final desta reportagem).
Um resumo do processo deverá ser lido na
sessão desta terça-feira (19) no Senado, e deverão ser indicados os
integrantes da comissão especial que analisará o caso. O presidente e o
relator do colegiado, que terá 21 senadores titulares, deverão ser
eleitos dentro do prazo de 48 horas. A reunião da comissão deve
acontecer na quarta-feira (19), já que quinta-feira é feriado.
O presidente do Senado reconheceu que
existe uma pressão para que o processo ande de maneira rápida. Renan
disse, no entanto, que não pode haver “atropelo” nem “procrastinação”.
“Nós temos pessoas que pedem para agilizar o processo, mas nós não
poderemos agilizar de tal forma que pareça atropelo, ou delongar de tal
forma que pareça procrastinação”, disse Renan Calheiros.

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