
CNN Brasil - Camilo Santana e Lula anunciaram investimento de R$ 1,17 bi na construção de 249 novas escolas indígenas e quilombolas pelo país. Também lançaram políticas para povos indígenas e populações do campo, das águas e das florestas.
O ministro da Educação, Camilo Santana, ao lado do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, realizou uma série de entregas em Minas Gerais nesta quinta-feira, 24 de julho. Em evento no Vale do Jequitinhonha, na cidade de Minas Novas (MG), o governo federal lançou políticas voltadas a populações indígenas e do campo, das águas e das florestas de todo o país. Além disso, anunciou o investimento de R$ 1,17 bilhão na construção de 249 novas escolas para populações indígenas e quilombolas, além de 22 obras emergenciais nos territórios Yanomami e Ye’Kwana.
Na cerimônia, foram assinadas as portarias que instituem a Política Nacional de Educação Escolar Indígena, por meio da implementação dos Territórios Etnoeducacionais (PNEEI-TEE), a Política Nacional de Educação do Campo, das Águas e das Florestas (Novo Pronacampo) e o Programa Escola Nacional Nego Bispo. Na solenidade, também foi anunciada a construção do Campus Quilombo Minas Novas, vinculado ao Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG).
O evento integrou o 1º Encontro Regional de Educação Escolar Quilombola do Sudeste, que envolveu iniciativas interministeriais nas áreas de educação, igualdade racial, direitos humanos e povos indígenas, as quais beneficiam não só o Vale do Jequitinhonha (MG), como todo o Brasil.
Em seu discurso, o presidente Lula disse que as medidas anunciadas têm como objetivo “reconhecer os saberes do povo da região e o valor de indígenas e quilombolas, homens e mulheres que trabalham de sol a sol para construir a própria vida, essa cidade e a região”.
O ministro Camilo Santana destacou a importância dos movimentos sociais quilombolas, indígenas, dos camponeses, das águas e das florestas, que há décadas lutam pela efetivação de políticas públicas justas. “O Vale do Jequitinhonha é um território onde a resistência e a ancestralidade forjam caminhos de esperança e transformação. São esses movimentos, são vocês, os verdadeiros arquitetos das conquistas que hoje celebramos. Vocês não apenas cobram do Estado, mas ensinam o Estado a fazer melhor e são fundamentais para o fortalecimento da democracia e das políticas públicas educacionais neste país”, disse, dirigindo-se ao público presente.
Representante de um desses movimentos, a coordenadora do primeiro curso de licenciatura em educação escolar quilombola de Minas Gerais, ofertado pelo IFNMG, Hellen Vivian Moreira, afirmou que “celebrar, aqui, no Vale do Jequitinhonha, que é pura cultura, pura arte, esse investimento gigantesco na educação nacional, de mais de R$ 1 bilhão, com mais de 200 escolas para as nossas comunidades tradicionais, para nós é um privilégio”.
A aluna do curso, Kêzia Almeida, originária do Quilombo de Brás de São Caetano, em Manga (MG), afirmou que é uma alegria saber de todos os investimentos que o governo tem feito na educação quilombola para expandir e fortalecer as ações já existentes. “Esse curso é um orgulho para todos nós. A gente pode ter a teoria e fazer a prática em nossas comunidades”, contou.

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