
Dominguinhos não se autodenominava rei, mas conquistou um lugar cativo no coração do povo e da música brasileira. Sua trajetória foi construída com talento, carisma e uma ligação íntima com a sanfona, instrumento que ele fez cantar como ninguém. Ele transformou o forró, aproximando-o da MPB e influenciando artistas dentro e fora do Brasil.
Mais do que um músico, Dominguinhos era sentimento. Sua puxada de fole, sua voz única e suas composições ecoam até hoje nas festas juninas, nos programas de rádio, nos palcos e nos corações nordestinos. A alegria simples, o sorriso acolhedor e o jeito tipicamente nordestino fizeram dele um ícone nacional.
Mesmo após sua partida, em 2013, o legado de Dominguinhos continua vivo. Os grandes sanfoneiros do país dos mais antigos aos mais jovens - ainda o têm como mestre e referência. Sua história é um elo entre o passado glorioso de Luiz Gonzaga e o futuro promissor da música nordestina.
Há 12 anos, o forró ficou mais silencioso, mas a saudade também virou música. E se ele pudesse ser coroado, não haveria dúvidas: Dominguinhos seria o Rei da Sanfona.

0 comments :
Postar um comentário