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Congresso Nacional aprovou, na madrugada desta quarta-feira (24), o
texto-base da Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2017. A proposta prevê
um rombo de R$ 139 bilhões para o governo central, R$ 3 bilhões para
estatais federais e R$ 1,1 bilhão para Estados e municípios no ano que
vem.
Para o período entre 2017 e 2019, foram mantidas as previsões de
valores de salário mínimo: de R$ 946 para 2017; R$ 1.002,73 para 2018 e
R$ 1.067,46 para 2019. O texto afirma que serão beneficiados com o novo
valor do mínimo para o ano que vem cerca de 23 milhões de pessoas.
O texto-base foi aprovado por 252 deputados e em votação simbólica
pelos senadores. O governo precisa aprovar a redação final da LDO até o
fim de agosto, quando acaba o prazo para que o Executivo envie ao LOA
(Congresso o projeto de Lei Orçamentária Anual) de 2017. A LDO
estabelece os parâmetros para a elaboração da LOA.
O texto da LDO
2017 aprovado adianta o teor da PEC (Proposta de Emenda à Constituição)
que limita os gastos públicos à inflação do ano anterior durante 20
anos, ao estabelecer que o Orçamento do ano que vem deve levar em conta o
limitador de gastos. A PEC, porém, ainda tramita na Câmara e precisa
passar também pelo Senado antes de ser promulgada.
A LDO de 2017
aprovada prevê também a inclusão dos recursos do Sistema S no Orçamento e
a realização de uma auditoria da dívida pública. Esses trechos não
constavam no texto original enviado pelo governo Michel Temer e foram
incluídos durante votação da proposta na CMO (Comissão Mista de
Orçamento).
Outra mudança da LDO, incluída durante as discussões no colegiado e
aprovada pelo Congresso Nacional nesta quarta-feira, foi a previsão de
que as despesas com saúde em 2017 deverão tomar como base o valor gasto
este ano, atualizado pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo),
índice oficial de inflação.
A ideia dos parlamentares é garantir
mais recursos no Orçamento para a área, uma vez que a PEC do teto de
gastos, se aprovada, prevê atualização pela inflação apenas do mínimo
constitucional. Como hoje os gastos com saúde estão acima desse patamar,
a PEC não obrigaria expressamente o crescimento dessas despesas.
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