Em sua primeira gravação, no início de março, a atriz foi enviada ao
Capão Redondo, na periferia de São Paulo, para registrar a descoberta de um
cemitério clandestino. Ela só percebeu o mundo cão em que havia se metido
quando viu corpos em decomposição sendo retirados de covas rasas. "Passei
mal. Não cheguei a vomitar, mas quase. Me deram uma máscara para aliviar.
Passei dias sentindo aquele cheiro horrível".
Na apresentação à imprensa
da sexta temporada de A Liga, em São Paulo, Maria Paula brincou que, se àquela
altura ainda não tivesse assinado contrato com a Band, teria desistido.
"Eu liguei para o diretor para reclamar. Ele disse que era para eu ir me
acostumando". Em outro choque de realidade, Maria Paula se viu à frente do
corpo de um homem assassinado. "Fui gravar em uma cena de crime. Não
queria ver [o corpo], mas acabei vendo”. Crescida no Leblon, na elegante zona
sul do Rio de Janeiro, a humorista entrou pela primeira vez na Rocinha, uma das
maiores favelas do mundo, para gravar A Liga.
O mundo cão não é exatamente uma
novidade para a humorista, que já superou o susto das primeiras gravações e diz
estar "amarradona" em A Liga e "orgulhosa" do que está
fazendo. Ela desenvolve um trabalho social com presidiárias grávidas, tema da
pesquisa do mestrado em psicologia que está cursando na UnB (Universidade de
Brasília).

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