Novo Jornal - Uma malsucedida aventura no campo empresarial levou Emerson Fittipaldi 1 à situação pré-falimentar em que se encontra atualmente. O bicampeão de Fórmula 1 (1972 e 1974) decidiu trazer para o Brasil, em 2012, o Mundial de Endurance, mas o retorno não foi o esperado e as dívidas se acumularam. Emerson enfrenta cerca de uma centena de ações na Justiça do Estado de São Paulo e está com vários bens penhorados.
A dívida de Emerson Fittipaldi chega a R$ 27 milhões, segundo
informou a TV Record. Na semana passada, ele teve um imóvel na avenida
Rebouças, em região nobre da cidade de São Paulo, visitado por oficiais
de Justiça, que penhoraram dezenas de objetos encontrados no local.
Entre eles, o Fittipaldi FD-04, carro com que disputou as temporadas de
1976 e 1977 da Fórmula 1, e o Penske número 20 com o qual ganhou as 500
Milhas de Indianápolis e o título da Fórmula Indy em 1989 (seria campeão
novamente da categoria em 1993).
“Há algum tempo o Emerson vive uma situação financeira muito ruim,
enfrentando vários processos’’, disse ao jornal O Estado de S.Paulo
fonte que convive com o bicampeão há cerca de 3 décadas. “A situação se
agravou quando ele o trouxe o Endurance para o Brasil”.
Emerson foi o promotor da etapa brasileira do Mundial de Endurance –
categoria de protótipos esportivos e carros de turismo como Porsche,
Ferrari e Audi -, realizada em Interlagos, de 2012 a 2014. Nesse
período, de acordo com a fonte ouvida pela reportagem, as dívidas se
acumularam. “Eram muitas em quantidade Algumas pequenas, de R$ 5 mil a
R$ 10 mil, outras maiores, de R$ 3 a R$ 4 milhões”.
Os credores, a princípio, relutavam em acionar judicialmente
Emerson, pelo que ele representa. Mas em 2015, quando a FIA retirou o
Brasil do campeonato, justamente por causa das dificuldades financeiras
do promotor, as ações passaram a ser corriqueiras. “Nos últimos meses,
toda hora tinha um oficial de Justiça batendo na porta do Emerson. Em
dezembro do ano passado, havia 96 processos contra ele”, relatou o
interlocutor próximo ao ex-piloto. “Foi quebrada a magia do nome”.
O bicampeão de Fórmula 1 é cobrado por bancos públicos e privados e
empresários de diversos ramos, como o dono de um posto de gasolina de
Araraquara, no interior de São Paulo. No fim do ano passado, a Justiça
bloqueou R$ 393.558,50 das contas bancárias de Emerson, mas em 26 delas
só encontrou R$ 256,13.
No mesmo período, seus advogados conseguiram evitar a penhora do
imóvel de Emerson, sob a alegação de que era o único que ele possui no
Brasil. Os oficiais de Justiça também tentaram penhorar suas fazendas,
mas consta que ele agora só tem uma propriedade, que está arrendada.
Por meio de nota divulgada por sua assessoria, o ex-piloto afirma
que “nunca omitiu dificuldades financeiras e que sempre esteve disposto a
negociar com seus credores”. Diz que o volume de débitos é inferior a
seu patrimônio e que as dificuldades são “resultado de um cenário
financeiro e político instável que o Brasil inteiro enfrenta”.
Emerson afirma acreditar que vai resolver os problemas e reclama do
confisco de carros e troféus. “Os carros de competição e troféus
conquistados pelo bicampeão de Fórmula 1 e das 500 milhas de
Indianápolis pertencem a um museu dedicado a todos os brasileiros que
amam automobilismo e, assim que esta questão for resolvida, voltarão ao
local de origem”, garantiu a assessoria.
Atualmente, Emerson está na Flórida, para onde foi após o
agravamento da situação. Ainda não dá dados precisos sobre o seu
patrimônio nos Estados Unidos.

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