O principal vetor da Febre do Oropouche é o Maruim Foto: Reprodução Wikipédia.
Especialistas
alertam que a febre do Oropouche pode representar até metade dos casos
que se pensa serem dengue no Brasil. De acordo com reportagem do jornal O
Globo, a doença causa surtos na Amazônia brasileira, incluindo Maranhão
e Tocantins. “Os médicos precisam estar atentos.
E o Brasil necessita
desenvolver um protocolo para síndromes virais, e não apenas dengue,
zika e chicungunha. Estamos certos que de 40% a 50% dos casos suspeitos
de dengue não são de fato dengue. Médicos e população têm que ser
alertados”, afirma o professor Eurico Arruda, do Departamento de
Biologia Celular da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da
Universidade de São Paulo, e especialista na doença. A febre do
Oropouche causa sintomas semelhantes aos da dengue e, como esta, não tem
tratamento específico. Porém, costuma causar mais dores nos olhos e
intensa fotofobia.
Que se saiba, o Oropouche não é letal, mas causa de
três a cinco dias de dores intensas. É comum também a volta dos sintomas
após alguns dias da cura inicial, e em torno de 10% dos pacientes
desenvolvem meningite. Como dengue, zika e chicungunha, o Oropouche
também é transmitida por insetos.
Mas, no caso do Oropouche, o principal
vetor é o maruim ou borrachudo, que na verdade é uma pequena mosca
hematófaga, muito comum em regiões próximas a florestas e manguezais de
quase todo o Brasil. Porém, em testes de laboratório, de acordo com a
professora de Virologia Clarissa Damaso, do Instituto de Biofísica
Carlos Chagas Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, os
mosquitos do gênero Aedes se mostraram capazes de transmitir Oropouche.

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