Apesar da folga no abastecimento de energia, a conta de luz dos
brasileiros deve seguir aumentando em 2016. A previsão da consultoria
Thymos Energia é que o reajuste médio das distribuidoras fique entre 3% e
15%, a depender da região atendida. O número está muito abaixo dos mais
de 50% registrados em 2015, quando a combinação de energia térmica
cara, empréstimos a distribuidoras, dólar mais alto e fim de aportes do
Tesouro Nacional ao setor formou a tempestade perfeita. Mas contrasta
com o preço no mercado de curto prazo, utilizado para fechamento de
contas no setor e que obedece apenas a critérios de oferta e demanda. A
cotação deve ficar perto do piso regulatório de R$ 30 por megawatt-hora
(MWh), nas contas da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica
(CCEE). Na maior parte de 2015, esse valor ficou próximo do teto de R$
388/MWh.
A razão da diferença ainda está na “herança” dos últimos dois
anos a ser paga pelos consumidores. A maior parte dos mais de R$ 20
bilhões emprestados às distribuidoras durante o período de seca — e que
se transformam em quase R$ 35 bilhões se considerados juros – ainda está
para cair na conta nos próximos quatro anos. As distribuidoras também
compraram energia cara na seca e que ainda não foi para as tarifas.
(Veja)


0 comments :
Postar um comentário