Sem
ajustes periódicos há 22 anos, a Tabela Progressiva do Imposto de Renda
Pessoa Física (Tabela IR) acumula defasagem de 95,46% (percentual
acumulado de 1996 a 2018). Levantamento do Sindicato Nacional dos
Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional) detalha que o
brasileiro paga, a cada ano e em decorrência da não correção da tabela
pelo índice da inflação oficial do ano anterior medida pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cada vez mais pelo Imposto
de Renda.
Caso o que é considerado uma “injustiça”
pelo Sindifisco Nacional fosse corrigido pela União, “nenhum
contribuinte do Imposto de Renda cuja renda tributável mensal seja
inferior a R$ 3.689,93 pagaria o imposto”. “As tabelas continuam com uma defasagem
que só aumenta. O governo federal se pronunciou no início do ano
sinalizando uma possibilidade de revisão, mas sem se aprofundar. A
defasagem acumulada é muito alta e faz com quem trabalhadores que ganham
menos tenham cada vez mais imposto retido na fonte. A revisão da tabela beneficiaria,
principalmente, esse trabalhador que ganha menos”, analisa o
especialista em Gestão Tributária e professor da Estácio Natal, Leandro
Esquincalha.

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