AFP - Ao
menos quatro policiais morreram e 42 ficaram feridos em um ataque com
explosivos ocorrido neste sábado, 27, na cidade colombiana de
Barranquilla, que inicialmente foi atribuído pelas autoridades a
quadrilhas do tráfico de drogas. Esse é um dos piores atentados
cometidos nos últimos anos contra a força pública em uma das grandes
cidades da Colômbia, em meio aos esforços do governo para superar um
conflito armado de mais de meio século financiado, em grande parte, pelo
narcotráfico.
Os policiais foram atacados na primeira hora do dia
quando estavam em formação no posto de comando do bairro San José de
Barranquilla, segundo o comandante da polícia local, Mariano Botero. O
ataque foi perpetrado por vários homens que aparentemente colocaram uma
bomba e a ativaram por controle remoto, acrescentou o oficial. Uma
fonte do comando policial disse à AFP que no momento da explosião havia
49 homens fardados no local, dos quais quatro morreram e 42 ficaram
feridos. Um balanço inicial fornecido pelo general Botero
contabilizava três mortos e 14 feridos. Segundo o comandante da polícia
de Barranquilla, um dos supostos agressores foi capturado. O presidente
Juan Manuel Santos expressou lamentou a ação.
“Repúdio total ao covarde atentado contra estação de @PoliciaBquilla.
Não descansaremos até encontrar os responsáveis. Minha solidariedade
comm os familiares das vítimas e feridos”, escreveu Santos em sua conta
no Twitter.
Retaliação
As autoridades estimam que organizações dedicadas ao “microtráfico” de drogas pode estar por trás das ações. “Não
temos a menor dúvida (de) que isso é uma retaliação aos muitos golpes
certeiros que têm sido dados pela polícia não somente no microtráfico de
Barranquilla, como fora (dessa área)”, declarou o prefeito da cidade,
Alejandro Char. O general Botero também trabalha com a
possibilidade de que seja uma vingança do crime organizado após ações
contra seus “homens”. Segundo o principal jornal de Barranquilla,
El Heraldo, “outra das hipóteses que está sendo analisada” é sua relação
com o assalto a um carro-forte na mesma hora do atentado.
Recompensa
O
comandante máximo da polícia na Colômbia, general Jorge Nieto, viajou a
Barranquilla para solidarizar-se com seus homens feridos e com os
familiares das vítimas. Ele também anunciou uma camapanha de 50 milhões de pesos (cerca de
17.800 dólares) por informação que leve a um esclarecimento do atentado. “Condenamos energicamente este ato de barbárie e logo encontraremos os autores intelectuais e materiais”, disse Nieto. O ataque contra a estação de polícia desatou uma onda de repúdio. De
Santos ao candidato presidencial da Força Alternativa Revolucionária do
Comum (FARC), o partido surgido do acordo de paz com o antigo grupo
guerrilheiro, condenaram a ação.
“Rechaçamos de forma contundente o
ataque perpetrado contra o posto de polícia em Barranquilla. Toda nossa
solidariedade aos familiares dos policiais mortos e moradores
afetados”, disse no Twitter Rodrigo Londoño, também conhecido como
Timochenko.

0 comments :
Postar um comentário