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PT decidiu registrar a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da
Silva ao Palácio do Planalto em 15 de agosto, último dia estabelecido
pela Lei Eleitoral, mesmo se ele estiver preso nesta data.
O cronograma
do partido prevê a retomada das caravanas de Lula pelo País porque, se
ele for impedido de disputar a eleição, seu nome somente será trocado na
última hora.
Dirigentes e parlamentares do PT temem o
encolhimento da legenda nas urnas, mas avaliam que, quanto mais Lula
fizer campanha nas ruas – embalada pelo discurso da “vitimização” –,
maior potencial ele terá de transferir votos para eventual substituto.
Até agora, só há dois nomes cotados para esse posto nas fileiras
petistas: o do ex-governador da Bahia Jaques Wagner e o do ex-prefeito
de São Paulo Fernando Haddad.
Com essa estratégia, o PT pretende
radicalizar o discurso de que o ex-presidente é vítima de perseguição
política para tirá-lo do jogo, mesmo sabendo de todas as dificuldades
para reverter a decisão do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região
(TRF-4), que o condenou a 12 anos e um mês de prisão.

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