O Governo do Estado, por meio de sua Procuradoria Geral (PGE),
iniciou, ontem (07), as negociações para desapropriação e reassentamento
dos proprietários que estão dentro da área urbana, que será inundada
com a construção da Barragem de Oiticica.
As audiências aconteceram no canteiro de obras da barragem, na zona
rural de Jucurutu, e foram conduzidas pelo Procurador Hélio Varela,
responsável pelas negociações urbanas. Foram realizados vinte
atendimentos, onde o procurador apresentou um laudo contendo as
benfeitorias de cada propriedade.
Na ocasião, os proprietários assinaram um termo de audiência
formalizando o interesse pela permuta do imóvel ou pela indenização.
“Essa formalização vai tramitar para o termo de acordo propriamente
dito” explica Hélio ressaltando que os encontros foram muito positivos e
que apenas um laudo foi contestado.
Os imóveis que serão desapropriados são
analisados por uma comissão de avaliação formada através de um decreto
governamental. Ele é formada por representantes da Secretaria de
Infraestrutura (SIN), Secretaria Estadual do Meio Ambiente e dos
Recursos Hídricos (Semarh) e PGE.
O Secretário de Estado do Meio Ambiente e
dos Recursos Hídricos, Ivan Júnior, ressalta que o Estado praticamente
já finalizou as negociações da parte rural. “O Estado já depositou em
juízo tudo que foi negociado da parte rural, existe apenas algumas
pendências por parte dos proprietários que não estavam com a
documentação exigida” destaca Ivan.
As desapropriações, reassentamento e os
pagamentos de indenizações fazem parte das ações sociais envolvidas na
construção do reservatório, bem como a construção da Nova Barra de
Santana e do Cemitério. O percentual de execução do empreendimento na
sua totalidade se encontra em 61%.
A obra está sendo realizada pelo
Consórcio EIT/ENCALSO, sob a supervisão da KL serviços de Engenharia
S/A. A cargo da KL, também ficou o recadastramento para o processo de
desapropriação e reassentamento dos moradores de Barra de Santana,
distrito de Jucurutu onde está sendo construído o reservatório. Todo
amparo sobre a parte legal desse processo está sendo acompanhada pela
Procuradoria Geral do Estado (PGE).

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