A segunda greve geral contra as reformas trabalhista e da
Previdência, ambas propostas pelo governo de Michel Temer, convocada
para esta sexta-feira 30, atingiu principalmente os setores de
transporte em algumas capitais e inúmeras rodovias em todo o País.
Até o fim da manhã, a manifestação parecia ter menos impacto que a
realizada em 28 de abril, quando um protesto em Brasília terminou com
ataques a prédios de ministérios e o governo convocando o Exército, um
pedido desastrado que acabou sendo retirado. A Esplanada dos Ministérios
foi alvo de uma intensa operação de segurança para evitar atos como o
de 28 de abril, no qual edifícios governamentais foram atacados. A
Esplanada ficou fechada para o trânsito desde a 0h desta sexta-feira, em
uma interdição que começou na Rodoviária do Plano Piloto, sentido
Palácio do Planalto. Os policiais militares montaram vários cordões de
revista nos acessos de pedestres ao local ea té mesmo os funcionários
dos ministérios foram abordados.
Além de 2,6 mil policiais militares na área central da cidade, 400
homens da Força Nacional estão, desde as 5 horas da manhã, fazendo a
segurança patrimonial dos ministérios. Por todo o Brasil, houve trancamento de vias, ou tentativas. Alguns
dos alvos foram a BR-101, no Recife e em Sergipe, neste na altura do
município de Maruim; a BR-110, na altura do município de Paulo Afonso
(BA); a Rodovia do Xisto, entre Curitiba e Araucária (PR); a BR-287, na
altura de Santa Maria (RS). Em Santa Catarina, durante ato na BR-101, na
altura do município de Navegantes, dois manifestantes do Movimento dos
Trabalhadores Sem Teto (MST) foram presos, “de forma arbitrária”,
segundo a Central Única dos Trabalhadores (CUT).

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