Em Barreiros, lama tomou conta das ruas da área centralFoto: Camila TorresTV Globo).
Do G1\PE - Dois dias depois das cheias, a água dos rios da Zona da Mata Sul começou a baixar, nesta terça-feira (30). Estado tem 15 municípios em estado de calamidade e 44 mil pessoas estão fora das casas.
Dois
dias depois das fortes chuvas que castigaram o interior de Pernambuco,
começaram a aparecer, nesta terça-feira (30), os estragos causados pelas
enchentes. A água dos rios das regiões baixou e ruas foram tomadas por
lama e entulhos. A situação mais complicada foi registrada em Barreiros e
Rio Formoso, na Zona da Mata Sul.
As chuvas também ocasionaram duas mortes em Lagoa dos Gatos, e duas pessoas estão desaparecidas em Caruaru. Na cidade, no Agreste, uma criança morreu ao cair em um açude. De acordo com o governo, há 16 sistemas de abastamento de água paralisados, atingindo 2,2 milhões de pernambucanos.
De acordo com a Coordenadoria de Defesa Civil de Pernambuco (Codecipe), são 44.801 moradores ao todo sem habitação: 42.145 desalojados, que deixaram as residências, e 2.656 desabrigados, que perderam as casas. Até a segunda de manhã, o número de pessoas afetadas pelas enchentes era de cerca de 30 mil.
As chuvas também ocasionaram duas mortes em Lagoa dos Gatos, e duas pessoas estão desaparecidas em Caruaru. Na cidade, no Agreste, uma criança morreu ao cair em um açude. De acordo com o governo, há 16 sistemas de abastamento de água paralisados, atingindo 2,2 milhões de pernambucanos.
De acordo com a Coordenadoria de Defesa Civil de Pernambuco (Codecipe), são 44.801 moradores ao todo sem habitação: 42.145 desalojados, que deixaram as residências, e 2.656 desabrigados, que perderam as casas. Até a segunda de manhã, o número de pessoas afetadas pelas enchentes era de cerca de 30 mil.
Apenas em Barreiros, na Mata Sul, 17 mil pessoas ainda estão fora das
casas, por causa da enchente. O município fica localizado às margens dos
Rios Una e Carimã. O primeiro, na terça-feira, estava a um metro do
nível de transbordamento. Algumas áreas da cidade, que também foram castigadas por uma enchente
em 2010, continuaram inacessíveis até o fim de segunda-feira (29) e os
moradores só puderam voltar às residências nesta terça, para começar a
limpeza e recuperação dos imóveis. Muitas pessoas informaram que não
será possível voltar a amorar em alguma áreas.
Em Rio Formoso, também na Mata Sul, a chuva causou uma inundação de
quase dois metros em algumas comunidades do município. Duas das quatro
unidades de saúde do município ficaram destruídas após as enchentes.
Na comunidade de Santa Edwiges, os equipamentos e móveis da unidade de
saúde local ficaram completamente destruídos. O edifício foi tomado
pelas águas e, nesta terça-feira, os moradores tiveram que buscar móveis
e objetos pessoais no mangue, às margens do Rio Formoso.
Para ajudar as famílias que perderam praticamente tudo nas enchentes, diversas instituições e entidades realizam arrecadação de alimentos não perecíveis e objetos de higiene pessoal. Há pontos de coleta no Recife, em Olinda e nos 15 câmpus do do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE).
Na noite de segunda-feira (29), o secretário de Planejamento e Gestão de Pernambuco, Márcio Stefanni, reconheceu que faltaram
verbas para finalizar as obras de quatro barragens que ajudariam a
conter as enchentes em rios do estado, prometidas desde 2010. De acordo com ele, a paralisação dos repasses pelo governo federal prejudicou o andamento das construções.
Veja as cidades em situação de emergência:
- Rio Formoso
- Ribeirão
- Água Preta
- Palmares
- Catende
- Maraial
- Belém de Maria
- Barreiros, Amaraji
- Barra de Guabiraba
- São Benedito do Sul
- Cortês
- Jaqueira
- Gameleira
- Caruaru
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2017/k/k/lW1ugST0eMHXPOhd5pFg/whatsapp-image-2017-05-30-at-6.43.43-am.jpeg)
Em Barreiros, moradores vão começar a fazer a limpeza (Foto: Camila Torres/TV Globo).
ALAGOAS
As fortes chuvas que caíram na semana passada em Alagoas também
resultaram em deslizamentos e inundações que deixaram desabrigados,
desaparecidos e mortos. Cinco pessoas morreram e mais de 3 mil famílias estão desabrigadas ou desalojadas. O governo decretou situação de emergência em 27 municípios do estado. Médicos peritos do Instituto Médico Legal (IML) de Alagoas vão
submeter, na manhã desta terça-feira, o corpo que foi achado na tarde de
ontem na área de deslizamento de terra da Grota do Santo Amaro, em
Maceió, a exames de identificação.
Ao todo, 22 municípios foram afetados, mas em 4 deles não há registro de famílias que tiveram que deixar as casas.
/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2017/05/29/whatsapp_image_2017-05-29_at_09.22.29.jpeg)
Quatro pessoas da mesma família estão desaparecidas - Foto: Michelle Farias.
No Nordeste, as chuvas ocorrem por causa de um fluxo de vento que vem do oceano carregado de ar úmido,
formando nuvens carregadas na costa e na Zona da Mata. De acordo com o
meteorologista Celso Oliveira, da Somar Meteorologia, trata-se de um
sistema chamado onda de leste, comum nesta região no outono e inverno.
Chuvas provocam mortes e estragos em PE (Foto: Editoria de Arte/G1).

0 comments :
Postar um comentário