Agência Brasil - O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e
Alimentação (FAO), o brasileiro José Graziano da Silva, afirmou que "se
nada for feito" pela comunidade internacional nos próximos seis meses,
cerca de 20 milhões de pessoas podem morrer de fome nos próximos seis
meses em quatro países africanos: Iêmen, Nigéria, Somália e Sudão do
Sul. As informações são da ONU News.
Ele
fez a declaração na abertura da reunião do Conselho da FAO nesta
segunda-feira (24/04), em Roma. Segundo Graziano , é necessária uma ação
urgente, pois "a fome não apenas mata pessoas, mas contribui para a
instabilidade social, e perpetua um ciclo de pobreza e a dependência de
ajuda que perdura décadas".
No encontro da agência da ONU, que vai durar duas semanas, os membros do
Conselho da FAO serão informados sobre a extensão das crises de fome e
as medidas que devem ser adotadas para prevenir essa catástrofe.
Agenda 2030
Segundo as Nações Unidas, a comida e a agricultura são pontos centrais
para se alcançar a Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável proposta
pela ONU. O trabalho da FAO deve contribuir para se atingir 40 metas que
estão em 15 dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs). Os membros do Conselho da FAO vão discutir ainda o programa de trabalho e o orçamento da agência para o biênio 2018-2019.
O orçamento vai priorizar as áreas onde a FAO pode ter maior impacto
para atingir as metas da Agenda 2030, incluindo mitigação aos efeitos da
mudança climática e produção agrícola sustentável. Ainda na lista estão
a gestão para combater a escassez de água e a implementação de
programas de resiliência para famílias de agricultores mais pobres.

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