Foto: Reprodução / iBahia
O estudante Samuel Nascimento Neto afirma ter sido vítima de homofobia e
discriminação na manhã da última quinta-feira (28). Ao deixar o
Edifício Mundo Plaza, na Avenida Tancredo Neves, e passar pela catraca o
prédio, ele verificou que seu nome constava como “Samuel Boiola”.
“Neste momento, um amigo chegou para me cumprimentar e presenciou o
ocorrido me constrangido mais ainda (SIC). Perguntei ao segurança onde
se encontrava a administração do condomínio e me dirigi a mesma.
Chegando lá, fui recepcionado por um funcionário e relatei o ocorrido",
afirmou em entrevista ao site iBahia. Oliveira contou, ainda, que após
deixar o edifício, recebeu uma mensagem no celular de um funcionário do
local. "Após um certo tempo, o funcionário me enviou um whatsapp
solicitando a foto tirada por mim da catraca e logo depois me ligou
solicitando o número do meu RG", revelou.
Ao voltar ao local na mesma
tarde, Samuel verificou que um nome diferente aparecia no visor da
catraca: “Samuel Loiola”. O estudante relatou também que recebeu, ainda
na noite daquele dia, uma ligação de uma funcionária do edifício, que
questionou se ele já havia trabalhado no local e por quanto tempo.
"Eu
confirmei que trabalhei sim, numa empresa que ficava em uma das salas do
condomínio, com isso não entendi, mas ao analisar tal questionamento,
percebi que meu nome já constava em sistema daquela forma pejorativa e
discriminatória desde setembro de 2013", esclareceu. Por causa do
episódio, Samuel registrou queixa por injúria na 16ª Delegacia de
Polícia, no bairro da Pituba.
Em nota, o Mundo Plaza afirmou que “a
autodeterminação de identidade de gênero dos seus funcionários e de
todos os frequentadores do centro comercial e repudia qualquer ato de
preconceito por caracterizar clara violação aos direitos da
personalidade e à dignidade da pessoa humana”. “O empreendimento informa
que já tomou todas as medidas cabíveis junto a empresa terceirizada –
uma das mais respeitadas e conceituadas no mercado de prestação de
serviço de Salvador -, que é a responsável pela contratação do
funcionário envolvido no caso", concluiu a empresa.

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