Alvo de um processo de cassação e réu no Supremo Tribunal Federal por corrupção e lavagem de dinheiro, o presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), renunciou nesta quinta-feira ao comando da Casa. Em um pronunciamento rápido e emocionado, Cunha abdicou do cargo do qual estava afastado desde maio, por decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), que também o suspendeu do exercício do mandato.
Para o cientista político Cláudio Gonçalves Couto, da FGV (Fundação Getúlio Vargas), a atitude do parlamentar foi uma "ação estratégica de perder os anéis para tentar salvar os dedos", fazendo alusão ao seu mandato que está ameaçado.
Membros do Conselho de Ética aprovaram parecer a favor da cassação. O caso está em análise na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), a qual o deputado recorreu. Cunha perderá o mandato se ao menos 257 dos 513 deputados da Casa votarem no plenário pela sua cassação.
Cunha está afastado das funções há dois meses por determinação do STF – que na ocasião indicou inclusive que uma eventual prisão do peemedebista não estava descartada. Ainda que fora da presidência da Câmara, Cunha segue deputado e mantém, portanto, o foro privilegiado. O parlamentar chegou escoltado à Casa e ouviram-se gritos de ‘ladrão’ e ‘fora Cunha’.

0 comments :
Postar um comentário