A
presidente afastada Dilma Rousseff decidiu não depor pessoalmente à
comissão do impeachment no Senado na próxima quarta-feira (6). Seu
advogado, o ex-ministro José Eduardo Cardozo, deve falar no lugar da
petista. Dilma não era obrigada a comparecer no depoimento agendado para
a próxima semana, e aliados avaliam que, caso seja para ir pessoalmente
ao Senado, que o faça no plenário, não na comissão especial.
No
colegiado, a presidente afastada poderia ser diretamente questionada por
senadores e por uma das autoras do pedido de impeachment, a advogada
Janaína Paschoal. A petista ainda pode mudar de ideia, mas a tendência é
que não fale à comissão. Pelo calendário inicialmente previsto, Dilma
deveria ter ido ao Congresso na semana passada, na segunda-feira (20).
O
atraso ocorreu devido ao grande número de testemunhas apresentadas pela
defesa da petista, que totalizaram 40 pessoas. Dilma sofre duas
acusações na denúncia que a afastou do cargo por até 180 dias: a edição
de decretos que liberaram créditos suplementares sem aval do Congresso e
de ter cometido “pedalada fiscal” com o atraso do repasse de R$ 3,5
bilhões do Tesouro ao Banco do Brasil para o Plano Safra.
A versão
da defesa é que, como presidente da República, Dilma “não foi alertada
que baixar os decretos mexeria na meta fiscal” e que, portanto, “não há
dolo” da petista no ato. Para aliados da petista, o atraso dos repasses
do Banco do Brasil ao Tesouro para pagar o Plano Safra não configurou
operações de crédito ilegal.

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