O sal é tão importante na conservação dos alimentos e para o sabor dos
mesmos, que já foi utilizado pagamento pelos serviços militares aos
romanos, o que deu origem ao termo salário para designar o pagamento a
ser recebido por um serviço prestado. As consequências desse hábito se
traduz no aumento de hipertensos, onde, um em cada quatro pessoas têm
hipertensão, uma doença que está associada a quase metade dos enfartes.
Um acordo feito em 2011, entre o governo e a indústria de alimentos,
previa a redução do sódio de 16 classes de alimentos, onde, em uma
primeira etapa, ocorreu a redução do sal nas massas instantâneas, pães
de forma e bisnaguinhas. O levantamento feito pelo ministério mostra que
94,5% das 22 empresas produtoras de margarinas, cereais matinais,
caldos e temperos prontos cumpriram o acordo de redução do mineral, e
isto já representa uma redução de 14 mil toneladas de sal, metade da
meta proposta para 2020, que é a redução de 28,5 mil toneladas.
É um avanço, porém, a meta ainda é modesta, considerando que, pelos nossos cálculos, o consumo diário de sal no país chega a 864 mil toneladas ano, quando o ideal deveria ser de 360 mil toneladas.

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