Em 13 anos de governo, o PT utilizou a educação
pública para doutrinar os estudantes brasileiros na tentativa de manter a
hegemonia do poder no país. A denúncia é do deputado federal Rogério
Marinho, presidente de honra do PSDB no Rio Grande do Norte, em artigo
publicado neste final de semana no Novo Jornal.
Para
o parlamentar, "o governo deposto impôs severa mordaça ideológica no
ensino brasileiro e transformou a educação em objeto de disputa por
hegemonia e domínio". Ainda de acordo com o tucano, "o ensino
transformado em aparelho ideológico do partido deve ser veementemente
repudiado, dado que a educação é um projeto de Nação e não de um partido
político ou de um governo de ocasião".
Segundo
Rogério Marinho, "doutrinadores não são professores, são aqueles que
abusam da liberdade de cátedra e fazem da sala de aula palanque
político. Geralmente, utilizam-se de argumentos falhos, dados inventados
e omissões propositais com objetivo de seduzir crianças e jovens para
compor movimentos de apoio a ideologias, doutrinas e interesses
políticos partidário. Neste tipo de ambiente pedagógico corrompido não
haverá aprendizagem."
Confira o texto abaixo, na íntegra.
Doutrinar para dominar
Deputado Federal Rogério Marinho
O
governo deposto impôs severa mordaça ideológica no ensino brasileiro e
transformou a educação em objeto de disputa por hegemonia e domínio.
Impondo uma filosofia de ensino, de inspiração gramsciana, tem
prejudicado nossos estudantes e impedido o debate pleno e plural em
nossas escolas e universidades. Em 13 anos de governo, nossa
constituição foi ignorada, especialmente em seu artigo 206, inciso III,
que determina: "pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas".
No
caderno de teses para o quinto congresso do PT, facções assumem o
objetivo de instrumentalizar o ensino e tomar estudantes como massa de
manobra. Veja uma dentre inúmeras declarações pedindo mais hegemonia e
controle ideológico: "o PT precisa retomar o conceito de disputa de
hegemonia, combinando a ação institucional, articulado com as lutas dos
movimentos sociais e com base numa forte organização interna, com vistas
reencantar a juventude e a sociedade como um todo."
A
presença de ideologias e de normas estatais com viés ideológico no
ensino público é clara afronta à Carta Magna e ao Pacto de San Jose da
Costa Rica, Convenção Interamericana de Direitos Humanos, que prevê, em
seu artigo 12, o direito à liberdade de consciência dos estudantes e
prenuncia que filhos e pupilos recebam educação religiosa e moral de
acordo com as convicções de seus pais e tutores.
O
ensino transformado em aparelho ideológico do partido deve ser
veementemente repudiado, dado que a educação é um projeto de Nação e não
de um partido político ou de um governo de ocasião. Nada é mais
importante na agenda educacional brasileira do que livrar o ensino da
mordaça ideológica imposta. Pensamento único na educação é próprio de
regimes totalitários.
A doutrinação, hoje
identificada com precisão por estudos e denúncias de estudantes, pais e
professores por todo Brasil, impede, por exemplo, que nosso país forme
professores alfabetizadores que tenham acesso a outras metodologias que
não sejam as oficiais impostas, como o globalismo ou construtivismo. O
resultado de tal imposição é de que o próprio MEC mostra que no 3º ano
do ensino fundamental sequer conseguimos alfabetizar as crianças
adequadamente.
A hegemonia de pensamento, que
foi conduzida pelos depostos, impede a apresentação e o acesso do
estudante a outras correntes do pensamento e fatalmente contribui para
destruir o espírito livre e a inteligência das pessoas. Afinal,
doutrinadores não são professores, são aqueles que abusam da liberdade
de cátedra e fazem da sala de aula palanque político. Geralmente,
utilizam-se de argumentos falhos, dados inventados e omissões
propositais com objetivo de seduzir crianças e jovens para compor
movimentos de apoio a ideologias, doutrinas e interesses políticos
partidário. Neste tipo de ambiente pedagógico corrompido não haverá
aprendizagem.
Não é por acaso que o Brasil
figura entre os últimos em desempenho no ranking do PISA de 2012,
organizado pela OCDE: 55º lugar em línguas entre 65 países; em
matemática 58º posição e 59ª em ciências. O fracasso do modelo perverso
dos que pretendem a hegemonia na cultura e educação e a utilizam apenas
como instrumento político para arregimentar seguidores é evidente.
O
que foi feito no País é um pacto da mediocridade que precisa ser
rompido. A oportunidade da discussão da base nacional comum curricular
pode ser a inflexão para um novo momento na educação brasileira, pois
para haver verdadeiro aprendizado o ensino precisa ser aberto, plural,
não ideológico, executado com base em evidências científicas e
universais do conhecimento humano. Precisamos barrar a invasão
ideológica e política no ensino nacional: vamos à luta.

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