O grupo que deve se instalar para
realizar os reparos nos barcos deve ser noticiada, de acordo com o que
adiantou o secretário, nos próximos 60 dias. Já há um contato com a
empresa que se interessa para realizar o trabalho no estado, segundo
Saldanha. “Tem uma empresa interessada nisso e a
gente está estreitando relações com eles; já conversamos sobre a questão
dos entraves burocráticos”’, revela.
Guilherme Saldanha explica que a importância desse tipo de serviço ser realizado em terras potiguares ocorre pelo fato da logística e a movimentação econômica que geraria para o Rio Grande do Norte. O secretário afirma que os barcos pesqueiros em atividade na região e que necessitam de manutenção precisam ir até Belém do Pará para realizar o serviço. “São três dias navegando até chegar lá e mais três dias de volta depois de fazer os reparos”, acrescenta.
Ainda de acordo com Saldanha, quando
voltam do Pará esses pesqueiros vêm abastecidos de tudo que precisam
para a jornada de trabalho que se seguirá. “A compra que eles fazem para passar de
30 a 60 dias pescando gira em torno de 1 milhão de reais. Se a gente
levar em conta que por aqui a frota que circula é de 150 a 300 barcos
pesqueiros, você imagine o movimento que levaria ali para a Ribeira”,
destaca. Guilherme Saldanha acredita que,
inclusive, a chegada da empresa serviria para auxiliar na revitalização
do bairro da Ribeira, na Zona Leste, onde funcionam os serviços para a
pesca. “A quantidade de empresas que produzem gelo hoje naquela região
precisaria triplicar ou quadruplicar para conseguir abastecer esses
barcos”, projeta o secretário.
Saldanha adiantou que há uma empresa
interessada em se instalar em Natal para realizar os trabalhos de
manutenção nas embarcações. Trata-se da Turc – Engeneering and Naval
Suppot. A empresa já até entregou à secretaria uma proposta para a
operação. O processo ocorreria através de docagem
em um dique ou plataforma flutuante. A estrutura emerge e submerge, sem
que seja necessário movimentar os barcos nos quais estejam realizando o
serviço. O dique também elimina a necessidade de comportas.
O responsável pela Sape, que assumiu a
pasta no início deste mês de maio, planeja mais ações para trazer
investidores ao Rio Grande do Norte, tanto para o setor da pesca quanto
para a agricultura e a pecuária. “Tornar o estado atrativo para
empresas”, declarou.

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