Um
adolescente de 16 anos se apresentou na manhã desta sexta-feira (8) à
12ª Delegacia de Polícia Civil e confessou participação no assalto a uma
farmácia na Zona Norte de Natal nesta segunda-feira (4). O crime é o
mesmo no qual o segurança Jeimyson Nunes de Azevedo, de 26 anos, foi
baleado no pescoço. O segurança está paraplégico. O adolescente foi
ouvido e liberado.
De acordo com o delegado Francisco
Jodelci Pinheiro, responsável pela investigação, o adolescente se
refugiou na casa de amigos na cidade de Macau, na Costa Branca potiguar,
onde ficou até se apresentar a polícia. Ainda de acordo com o delegado,
advogado do adolescente entrou em contato com a delegacia durante a
tarde da quinta-feira (7), informando que ele se entregaria à polícia na
manhã de sexta. Pinheiro também contou que o depoimento ajudou a
esclarecer novos fatos sobre o crime.
“O depoimento do adolescente explicou
todo o crime. O fato novo é que o assalto era tão somente para roubar a
arma do vigilante. Outro fato novo é que houve um terceiro participante
que ficou na parte externa, em um veículo, aguardando a saída deles
depois que realizassem o assalto”, disse o delegado. Pinheiro disse
ainda que os dois outro suspeitos ainda não foram identificados.
Ainda de acordo com o delegado, a
participação do adolescente no crime foi filmada pelas câmeras de
segurança da farmácia (VEJA AO LADO). Segundo Pinheiro, o adolescente,
que aparece de boné amarelo na gravação, retirou a arma e o colete
balístico do vigilante.
Em relação ao comparsa, que disparou no
segurança, o adolescente contou a polícia que o conheceu poucos dias
antes do crime e que o objetivo era apenas roubar a arma do vigilante. “Ele disse que conheceu o atirador há
cerca de 20 ou 30 dias. Estavam em um show, combinaram o assalto e ele
aceitou. O terceiro deu todas as informações referentes ao local do
fato. Ele disse também que a intenção não era atirar”, explicou.
Segundo o delegado, o adolescente disse
que depois da ação criminosa questionou o comparsa sobre o disparo.
“Depois que realizaram o assalto, ele questionou o porquê do disparo, no
entanto, o homem que atirou disse que temeu que o vigilante achasse que
aquela arma que ele estava, que era uma pistola, fosse uma arma de
brinquedo”, disse.
Adolescente liberado
Apesar de confessar a participação no crime, o adolescente foi liberado pela Polícia. De acordo com o delegado, como não havia mais situação de flagrante e ele se apresentou espontaneamente, a polícia teve que liberá-lo. “É o procedimento legal. Apenas com o encerramento das investigações ele poderá ser internado”, concluiu.
Apesar de confessar a participação no crime, o adolescente foi liberado pela Polícia. De acordo com o delegado, como não havia mais situação de flagrante e ele se apresentou espontaneamente, a polícia teve que liberá-lo. “É o procedimento legal. Apenas com o encerramento das investigações ele poderá ser internado”, concluiu.
Fonte: G1-RN

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