Foto: Eduardo Martins/Ag. A TARDE
A dívida dos brasileiros no rotativo do cartão de crédito engordou em
2015. O saldo dessa modalidade - isto é, a soma de todo os valores
devidos - cresceu 21,2% no ano passado e atingiu R$ 34,5 bilhões,
segundo o Banco Central (BC). O ritmo de crescimento é praticamente o
dobro do verificado em 2014, quando avançou 11,4%. De acordo com o BC, o
aumento pode ser explicado pela intensificação do uso do rotativo e a
incorporação de juros - que atingiram o patamar recorde de 431,4% ao
ano. Segundo o Estadão, o gatilho do rotativo ocorre quando o consumidor
não paga o valor integral da fatura.
Se quitar alguma quantia entre o
pagamento mínimo exigido e o total, o consumidor não é considerado
inadimplente, mas fica sujeito a uma taxa altíssima de juros. O valor
que restou é computado como um crédito novo - ou concessão, pela
nomenclatura do BC. Neste detalhe, outro dado desperta atenção: a
concessão do rotativo está crescendo a um ritmo bem menor, de 1,6%. Os
dados não permitem quantificar o número de pessoas inadimplentes no
cartão. Mas o descolamento entre o aumento da dívida (saldo) e a
concessão indica que o juro recorde está criando um contingente de
superendividados no Brasil.

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