Morrer pode ser algo muito dispendioso: funeral, caixão, flores, urnas e o jazigo.
Com o contínuo
crescimento da população mundial, é necessário encontrar espaço para
enterrar os entes queridos, fazendo com que os túmulos, jazigos e
mausoléus tenham um valor cada vez mais caro. Em Manhattan, seu único
cemitério ativo vende o último par de túmulos a 350 mil dólares cada.
Uma
solução boa para esta situação alarmante pode ter sido encontrada na
invenção arquitetônica de Fredrik Thornström e Karolina Pajewska,
estudantes de mestrado na Escola de Arquitetura da Universidade de Lund,
na Suécia, o que mostra que pode parecer: um ossário/columbário
construído como um edifício, na vertical.
A ideia é
significante, se levarmos em conta o conceito lógico utilizado: da mesma
maneira que municípios são erguidos na vertical para abrigar a
população da metrópole, os cemitérios também deveriam fazê-lo para
abrigar a população da necrópole.
O
design da planta é simples, prático e bonito. A construção é circular,
com urnas postas sobre prateleiras nas próprias paredes, subindo em
espiral, junto a silos vazios e pequenas cachoeiras. Cada urna possui
uma passagem de acesso.
Há quem diga
que essa estrutura seria melhor que a tradicional, pois seria uma
maneira de ser enterrado mais perto do céu do que do inferno.

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