Parede mofada onde
estavam coladas regras de casa de prostituição
A Polícia Civil do Distrito
Federal fechou três bares na última sexta-feira (19) que funcionavam como
"atrativo" para uma casa de prostituição na QNN 4 de Ceilândia. Os
gerentes de cada um e o dono deles – um idoso de 89 anos – foram presos.
Mulheres encontradas pelos agentes no local prestaram depoimento na delegacia. Os
três bares funcionavam no térreo de um mesmo prédio. No primeiro andar ficavam
os quartos onde ocorriam os programas.
Eles eram fechados com grades e cadeados
para, segundo a investigação, impedir que clientes não saíssem sem pagar. Policiais
encontraram vários preservativos no local, além de papéis pregados nas paredes
com as regras de utilização de roupas, toalhas e cobertores. Um deles dizia ser
proibido lavar roupas no quarto, sob pena de multa de R$ 20. "Só pode lavar
calcinha", afirmava outro. Os agentes ainda encontraram cadernos com a
contabilidade dos serviços. “Quando chegava um interessado, ele pagava o valor
do programa para o bar, e a menina subia para o quarto, mas ela só recebia ao
final do dia ou no dia que ia embora para sua cidade. Quem fazia mais programa,
ganhava mais. O dono sempre ganhando uma parte”.
Mulheres achadas pela
Polícia Civil em casa de prostituição
Entre as mulheres levadas para
prestar depoimento na delegacia estavam duas adolescentes de 16 e 17 anos,
recém-chegadas de Goiânia. As jovens ficaram à disposição do Conselho Tutelar. Os
presos estão na carceragem do Departamento de Polícia Especializada. O Código
Penal prevê entre 2 e 5 anos de prisão por exploração da prostituição. A
operação foi batizada de Luz Vermelha.
Cadeado e grade de
quarto em casa de prostituição no DF

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