Preocupadas com os custos de tratamentos
de doenças graves causadas pelo cigarro, operadoras de saúde têm
tentado atrair pacientes para programas antitabagismo. Com investimento
relativamente baixo, as empresas vêm ampliando a iniciativa e tentando
novas formas de fazer o fumante aderir ao projeto.
Segunda maior operadora de saúde do
País, com 4 milhões de beneficiários, a Amil investe cerca de R$ 300 por
paciente em um programa com consultas individuais e em grupo e
monitoramento remoto. O valor é inferior à despesa que a operadora teria
com o tratamento de um câncer de pulmão, por exemplo, uma das
principais doenças associadas ao tabagismo. Um paciente com esse tipo de
tumor custa ao plano entre R$ 200 mil e R$ 400 mil.
“Esse programa é interessante para
todos: para o paciente, que vai evitar uma patologia no futuro; para o
médico, que terá um paciente com melhor condição clínica e mais
qualidade de vida, e para a operadora, que tem um beneficiário mais
saudável e um custo mais adequado”, diz José Luiz Cunha Carneiro Junior,
diretor técnico da Amil.
Desde 2012, quando o programa foi
criado, mais de 5 mil clientes da operadora aderiram ao programa, média
de 130 adesões mensais. Atualmente, 400 pacientes procuram o serviço por
mês.

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