A
inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo
(IPCA) deve terminar 2015 em 8,29%, na avaliação de analistas e
investidores do mercado financeiro. A estimativa está no boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada hoje (11) pelo Banco Central (BC).
A
projeção para o IPCA variou 0,03 ponto percentual em comparação à taxa
de 8,26% da semana anterior. Para os preços administrados – que são os
regulados pelo governo ou contrato, como o da gasolina e energia – é
prevista alta de 13,2%, acima da projeção de 13,06% da semana anterior.
Para 2016, analistas reduziram a previsão do IPCA de 5,6% para 5,51%.
O
IPCA, calculado pelo Institudo Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE), mede a inflação de produtos e serviços comercializados no
varejo, referentes ao consumo pessoal das famílias, com rendimento de um
a 40 salários mínimos. Desde junho de 1999, o IPCA é o índice usado
pelo Banco Central para o acompanhamento dos objetivos estabelecidos no
sistema de metas de inflação.
A
pesquisa prevê ainda para este ano atividade econômica ligeiramente
mais retraída do que na pesquisa anterior. Os analistas mudaram a
projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e riquezas
produzidos em um país), de queda de 1,18% para retração de 1,2%. A
projeção de queda especificamente para a produção industrial foi mantida
em 2,5%.
A
estimativa para o câmbio ao fim de 2015 permaneceu em R$ 3,20. A
previsão de fechamento da Selic, taxa básica de juros da economia,
também continua igual, em 13,5% ao ano. Atualmente, a Selic está em
13,25% ao ano.
A
estimativa da dívida líquida do setor público ficou em 37,95% do PIB. A
projeção do déficit em conta-corrente, que mede a qualidade das contas
externas, elevou-se de US$ 78,5 bilhões para US$ 80 bilhões. O saldo
projetado para a balança comercial passou de US$ 4,02 bilhões para US$ 3
bilhões. Os investimentos estrangeiros estimados subiram de US$ 57,5
bilhões para US$ 59 bilhões.
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