Fotos: Sergio Dutti/FolhaPress
Dois ex-alunos da UnB, Universidade de Brasilia, criaram um cursinho
pré-vestibular gratuito para ajudar jovens de baixa renda a entrar na
faculdade.
É o projeto Galt. A ideia foi de Rubenilson Cerqueira, 25, e Priscilla Dalledone, 27, ambos formados pela UnB. E deu tão certo que além deles, há 23 professores envolvidos, todos voluntários.
"Sempre estudei em escola pública e sei das dificuldades que os alunos
sofrem. Muitos deles chegam aqui sem nenhuma base, mas, com muito
esforço e dedicação, conseguem alcançar o nível superior. Essa é a nossa
recompensa", conta Rubenilson, que estudou relações internacionais.
Na sala de aula, dez alunos querem cursar medicina. Mylena Ribeiro, 17, e Victor Enedina, 18, são alguns deles.
"Quero trabalhar na área pública para ajudar as pessoas que realmente
precisam. Vou cursar meu primeiro vestibular no meio do ano, se não
passar, vou tentar até conseguir", conta a moradora de Ceilândia,
Mylena.
Victor já cursa enfermagem em uma faculdade particular com bolsa do
Prouni (Programa Universidade para Todos), mas sonha estudar medicina.
"Deixei de treinar natação, ir ao cinema, festas e frequentar as aulas
de inglês. Até namorar ficou difícil", disse.
Foco
Segundo a professora de literatura Priscilla, a diferença entre os alunos do Galt para os demais é basicamente o esforço e foco dos estudantes.
"A maioria mora longe, faz estágio e mesmo assim não desiste. Eles fazem jus ao nosso tempo doado. Os sonhos deles viram os nossos".
Foco
Segundo a professora de literatura Priscilla, a diferença entre os alunos do Galt para os demais é basicamente o esforço e foco dos estudantes.
"A maioria mora longe, faz estágio e mesmo assim não desiste. Eles fazem jus ao nosso tempo doado. Os sonhos deles viram os nossos".
Aulas
As aulas são de segunda a sexta-feira de 18h15 as 22h e no sábado de 9h as 13h45. Há apenas uma turma e a maioria dos jovens têm entre 17 e 19 anos. Parte deles trabalha para ajudar a família. Para frequentar o cursinho, é preciso ter estudado em escola pública, ou ser bolsista integral de um colégio particular.
Após a inscrição, os estudantes participam de duas etapas: uma prova escrita com redação e uma entrevista. A turma de 2015 é a primeira do projeto e atualmente há 50 estudantes na lista de espera. Além do trabalho dos professores voluntários, o projeto só existe graças a doações, que podem ser feitas no site da instituição.
As aulas são de segunda a sexta-feira de 18h15 as 22h e no sábado de 9h as 13h45. Há apenas uma turma e a maioria dos jovens têm entre 17 e 19 anos. Parte deles trabalha para ajudar a família. Para frequentar o cursinho, é preciso ter estudado em escola pública, ou ser bolsista integral de um colégio particular.
Após a inscrição, os estudantes participam de duas etapas: uma prova escrita com redação e uma entrevista. A turma de 2015 é a primeira do projeto e atualmente há 50 estudantes na lista de espera. Além do trabalho dos professores voluntários, o projeto só existe graças a doações, que podem ser feitas no site da instituição.

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