O músico Mangabinha, fundador do Trio Parada Dura, que morreu nesta quinta (23).
O cantor, acordeonista e compositor Carlos Alberto Mangabinha Ribeiro, fundador do Trio Parada Dura,
morreu na manhã desta quinta-feira (23), aos 73 anos, em Belo
Horizonte. O músico, que estava internado havia dez dez dias devido a
complicações causadas pelo diabetes, foi vítima de um infarto.
Único integrante ainda vivo da formação original do trio, Mangabinha foi
diagnosticado com a doença no início dos anos 1980 e, desde 2013,
quando sofreu uma fratura no pé, não vinha apresentando boa saúde.
Nascido em 16 de março de 1942, na cidade de Corinto, região central de
Minas Gerais, ele começou a carreira ainda criança. De família humilde,
chegou a trabalhar como boia-fria na juventude no interior do Estado.
A primeira gravação profissional veio apenas em 1970, ao lado da dupla
Gino e Geno. Três anos depois, após se mudar para São Paulo e conhecer
os músicos Delmir e Delmon, formou o Trio Parada Dura, ícone do acordeão
no sertanejo.
Sucesso nos anos 1970 e 1980, principalmente no interior mineiro e
paulista, o grupo teve quatro formações diferentes, gravando músicas
sobre o cotidiano sertanejo, como "Andorinhas", "Blusa Vermelha", "Castelo de Amor" e "Telefone Mudo". O último álbum, "1000 Motivos", foi lançado em 2013, em parceria com Leone e Leonito.
Além do trabalho com o grupo, Mangabinha também lançou mais de 20 discos
discos solos, nos quais se aproximou de outros ritmos populares, como o
forró. Entre seus maiores sucessos estão "Furando o Couro", "Nova
República" e "Forró Número 2". Ainda não há informações sobre o velório
do músico, que deixa esposa, duas filhas e três netos.

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