De iniciativa popular, o movimento tem caráter apartidário. Começou a ser organizado pela internet, após indignação popular massiva com os escândalos de corrupção do governo Dilma e as medidas adotadas pela presidente no início do segundo mandato, que aumentou impostos, preços da energia, gasolina e alimentos, cortou benefícios trabalhistas e reduziu investimentos em áreas estratégicas, como Educação.
Um dos organizadores do manifesto, o vendedor Giovani Santos, 40 anos, destacou que o ato é de caráter pacífico. “Nosso zelo é para que seja uma passeata da paz. Tivemos reuniões com a Polícia Militar. Já nos reunimos com os donos de lojas das imediações. Estamos providenciando toda a segurança para o evento. Vamos mostrar nossa indignação com faixas, cartazes, camisas e bandeiras”, declarou.
Professora de Ciências Sociais da Universidade
Federal do Rio Grande do Norte, Célia Cobi, 58 anos, disse que está
motivada para o evento por ter acordado para a situação preocupante em
que se encontra o País. “Eu acreditei em Lula. Achei que o PT
traria Justiça Social. Mas o que vemos é corrupção e tentativa de
transformar o Brasil numa Venezuela. Querem regredir a sociedade. Não
podemos aceitar isso”, reclamou.
Também participante da organização do ato, o
médico Arthur Ribeiro, 38 anos, reforçou que a indignação começou com o
Mensalão, no governo do ex-presidente Lula (PT), em 2005, e extrapolou
com os mais de 100 escândalos de corrupção do governo Dilma e o
“estelionato eleitoral” da campanha passada. “O PT não tem plano de governo. Tem um projeto de dominação e poder, sem ética, moral ou compromisso público”, criticou.
Formado por meio das redes sociais, o grupo não
pertence a nenhum partido político. Vem conseguindo atrair mais adeptos
com o decorrer do tempo, devido à crescente rejeição do governo Dilma
perante à opinião popular. Pesquisa Consult realizada na semana passada
apontou que 63% dos natalenses rejeitam a administração da petista. Os
organizadores esperam uma grande participação da população de Natal no
ato.
Na sexta-feira (13), sindicalistas realizam ato com o objetivo oposto ao do “Fora Dilma”,
às 15 horas, em frente à catedral nova, no Centro da Cidade. Eles
esperam reunir apoio dos militantes para dar força ao governo Dilma, que
atravessa o seu pior momento na avaliação popular

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