A Clínica Universitária de Düsseldorf, onde o copiloto Andreas Lubitz,
que supostamente derrubou deliberadamente um avião da Germanwnings,
buscou tratamento nos últimos dois meses, entregou nesta segunda-feira
(30) seu histórico médico para o Ministério Público da cidade alemã,
encarregado de investigar o caso.
Uma porta-voz da clínica
confirmou que as atas foram entregues, mas não forneceu detalhes,
alegando que as investigações estão em andamento e que respeita a
confidencialidade médica.
Na sexta-feira passada, diante das
informações sobre a saúde psíquica de Lubitz, o centro hospitalar emitiu
um comunicado afirmando que o copiloto tinha ingressado na clínica como
paciente em fevereiro e, pela última vez, em 10 de março.
A
clínica, no entanto, não revelou detalhes sobre a possível doença que
Lubitz sofria, mas negou, ao contrário do divulgado pela imprensa, que
ele tinha depressão.
A promotoria de Düsseldorf estuda a
documentação apreendida nas revistas feitas nas casas do copiloto. Na
semana passada, a justiça alemã informou que foram encontrados receitas
médicas que indicavam uma "doença e seu correspondente tratamento".
Além disso, foram descobertos atestados médicos rasgados mas atuais,
vigentes inclusive para o dia da tragédia, quando o avião caiu nos Alpes
franceses.
Segundo o Ministério Público francês, Lubitz
derrubou na terça-feira passada de forma aparentemente voluntária o
Airbus A320 da Germanwings, que além dele tinha 149 pessoas a bordo.
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