Cientistas da Universidade da Califórnia (Berkeley, EUA) criaram um
coração em formato de microchip capaz de bater como um órgão real.
Uma mistura entre microfluídos e células biológicas aplicada a uma
estrutura para a criação de tecido muscular foi o feito realizado pelos
pesquisadores estadunidenses.
Mas não veremos – ao menos agora – a substituição de corações
artificiais por pequenos componentes biônicos. A invenção emplacada tem o
objetivo de oferecer suporte à análise das reações das fibras
musculares à aplicação de determinadas drogas e nutrientes.
Como assim?
Para que o coração pudesse vir a literalmente bater, foi preciso, antes,
cultivá-lo: em um chip, uma estrutura dedicada para o crescimento de
células-tronco foi criada.
Uma série de camadas dispostas em múltiplas direções favoreceu o
desenvolvimento de um tecido que imita o do coração. Sobre o componente
artificial, canais com sangue foram “parafusados”. Em 24 horas, o
“coração” começou a bater à taxa entre 55 e 80 batidas por minuto,
justamente como o órgão humano.
“O sistema não é uma simples cultura de células banhada por uma solução
estática. Nós o projetamos para que ele fosse dinâmico e replicasse os
tecidos de nosso corpo, ficando expostos a nutrientes e a medicamentos”,
explica um dos cientistas. Drogas como isoproterenol, E-4031, verapamil
e metoprolol foram algumas das aplicadas ao coração.
Os efeitos notados em função da absorção dos medicamentos foram aqueles
já esperados; o batimento do órgão inserido em um chip aumentou (as
drogas testadas tinham como função acelerar o ritmo cardíaco).
Além dos estudos sobre a atuação dos remédios, o comportamento de outros
tipos de tecidos poderá ser monitorado por invenções futuras –
espera-se que outros órgãos possam ser criados a partir da mesma técnica
empregada pelos pesquisadores.
Fonte: Tecmundo


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