Dono de uma fortuna que beira a R$ 20 bilhões, o austríaco Werner Rydl
foi detido pela Polícia Federal, no Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea
Grande, região metropolitana de Cuiabá, ao transportar uma barra de
ouro, que, segundo a defesa dele, é usada como espécie de 'amuleto da
sorte'. Ele estava em Mato Grosso e seguiria para o interior do Pará, na
última sexta-feira (27), quando foi preso em flagrante.
A
barra tem 644 gramas de ouro. Ele foi detido por suposta usurpação de
patrimônio da União, pois não portava nenhum documento que comprovasse
que era dono do ouro. "Ele já viajou o mundo com essa barra de ouro e
até então não tinha acontecido nada. Ele é excêntrico", argumentou o
advogado do austríaco, André Prieto. A defesa estuda entrar com uma
medida para garantir que o cliente transporte a barra de ouro sem nenhum
problema.
De acordo com a Polícia Federal, ele foi encaminhado para o
Centro de Ressocialização de Cuiabá, antigo presídio do Carumbé. No
entanto, a Justiça Federal em Mato Grosso concedeu neste domingo (29) o
pedido de liberdade do estrangeiro naturalizado brasileiro, neste
domingo (29), de acordo com o advogado dele. "O juiz entendeu que ele
poderá responder em liberdade", disse Prieto.Werner Rydl se mudou para o
Brasil há mais de 20 anos após ser acusado de vários crimes financeiros
na Áustria. Ela foi preso em 2004 a pedido do Ministério da Justiça
para fins de extradição requerida pelo governo austríaco e passou quatro
anos preso.
Conforme a defesa, ele pagou tudo que devia para o governo daquele país e, atualmente, é considerado o maior detentor individual de ouro do país. Sozinho, possui 120 toneladas de ouro. Em 2006, o Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu a extradição de Werner Rydl sob a acusação de fraude, resistência contra autoridade e organização criminal. Na época, ele alegou que se tratava de perseguição política do governo austríaco e que não tinha cometido sonegação fiscal. Ele então foi encaminhado para a Áustria e depois de três meses foi liberado por prescrição do crime, que tinha sido cometido no início da década de 90. Em 2009, ele voltou ao Brasil. O austríaco mora no interior de Pernambuco, em Ponta do Mel, e teria viajado a Mato Grosso por causa dos negócios que possui nesse estado.

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