De acordo com informação da assessoria de imprensa do Ministério Público Federal (MPF), o pedido de afastamento do juiz foi apresentado ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) pela defesa do réu, acusado de crimes contra o mercado de capitais.
No
último mês de janeiro, a procuradoria deu parecer contrário ao
afastamento porque discordou que o magistrado tivesse prejulgado o réu,
como agumentaram os advogados à época. Hoje, a PRR2 protocolou a nova
manifestação. Ela será avaliada pelos desembargadores da segunda turma
do TRF2 durante o julgamento sobre o pedido de afastamento, que foi
interrompido por um pedido de vista no último dia 11.
Na avaliação da procuradora regional da República
Silvana Batini, as entrevistas concedidas pelo juiz titular da 3ª Vara
Federal Criminal do Rio de Janeiro e que foram veiculadas nos últimos
dias pelo programa Fantástico, da TV Globo, e pelo jornal Extra, mudaram
o quadro de forma “indiscutível”. "As recentes declarações, somadas à
postura injustificável de uso do bens acautelados na Justiça, dispensam
maiores comentários do MPF, pois são indefensáveis e acarretam a
inevitável revaloração sobre a condução da ação penal”, diz Silvana.
Ela
acrescentou que “o reconhecimento da suspeição deve se estender também
com relação às outras ações contra o mesmo réu”. A Procuradoria Regional da República da 2ª Região é a
unidade do Ministério Público Federal (MPF) que atua perante o Tribunal
Regional Federal da 2ª Região (TRF2). O órgão tem jurisdição sobre os
Estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo.

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