O
Plenário da Câmara dos deputados aprovou nesta quarta-feira, 25, o
projeto que torna lei a Política Nacional de Combate à Desertificação e
Mitigação dos Efeitos da Seca e cria a Comissão Nacional de Combate a
Desertificação (CNCD).
O texto aprovado foi um substitutivo da Comissão
de Meio Ambiente, de autoria do ex-deputado Penna (PV/SP),
ao projeto de Lei do Senado PL 2447/07, que aproveitou em seu texto as
ações previstas no projeto de lei (PL 328/2007), de mesmo teor,
apresentado pelo também ex-deputado Edson Duarte (PV/BA). “Essa
lei é uma antiga luta do ex-deputado Edson Duarte e levada adiante pelo
ex-deputado Penna. Uma luta do Partido Verde na aprovação de
proposições voltadas a área ambiental”, ressaltou o líder do PV,
deputado Sarney Filho (PV/MA).
O projeto
estabelece como princípio a democratização do acesso à terra e à agua e a
participação das comunidades no processo de elaboração e de implantação
das ações e cria o Sistema de Informações e a Comissão Nacional de
Combate à Desertificação, com natureza deliberativa e consultiva. Devido
às mudanças feitas na Câmara a matéria retorna ao Senado para nova
análise.
De acordo com Penna, “além de prevenir e combater a
desertificação e recuperar as áreas afetadas, a política nacional de
combate à seca terá como objetivos, entre outros, apoiar o
desenvolvimento sustentável nessas áreas e criar mecanismos para
prevenção e combate à desertificação”, afirmou.
Para Edson Duarte,
um dos co-autores do projeto, a política de desertificação funcionará
como instrumento para mitigar os efeitos desse fenômeno que vem se
agravando em função das mudanças climáticas. “A desertificação e um dos
maiores problemas mundiais, com consequências sociais e econômicas cuja
gravidade afeta diretamente às populações”, ressaltou.
Dados do
laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites da
Universidade Federal de Alagoas (Lapis) revelam que nos últimos 25 anos o
Nordeste brasileiro tem 230 mil km² de terras atingidas pela
desertificação de forma grave ou muito grave. Uma área maior que o
estado do Ceará, afetando 750 mil brasileiros.
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