Os dois candidatos que disputam a segunda etapa das eleições no Rio
Grande do Norte, Henrique Eduardo Alves (PMDB) e Robinson Faria (PSD),
adotaram estratégias diferentes na condução do marketing de suas
campanhas. O primeiro aplicou mudanças. Já o segundo, manteve sua
equipe.
Robinson Faria passou ao segundo turno das eleições com uma diferença em
torno de 5% para seu principal adversário. O percentual, abaixo do que
previa algumas pesquisas eleitorais, sinalizou para a campanha do
candidato do PSD que a estratégia adotada até o momento é a que vem
dando certo, razão pela qual deve ser mantida.
No segundo turno, vale lembrar, cada candidato disporá de tempo igual,
dez minutos, para exibir seu programa. O intervalo é tempo suficiente
para bater e apanhar, e as campanhas se preparam para isso. A nova etapa
no rádio e televisão será retomada no Rio Grande do Norte no sábado
(11).
“Vamos explorar com proposta, mostrando os diferenciais”, antecipou ao
portalnoar.com o marqueteiro de Robinson Faria, João Maria Medeiros, que
diz ainda esperar da campanha adversária um programa eleitoral que
reflita o posicionamento de quem se apresentou no primeiro turno como um
político “amadurecido”.
Apesar disso, a equipe considera enfrentar uma etapa mais difícil, mas
se diz pronta para ela. “Isso não intimida. A batalha e o confronto são
para quem tem as melhores propostas”, considerou ainda Medeiros.
Também pesou na manutenção da equipe de Robinson a falta de recursos. Na
segunda-feira (6), o Partido dos Trabalhadores acenou para o candidato
do PSD oferecendo-lhe a equipe responsável pela vitoriosa campanha da
senadora eleita Fátima Bezerra, mas Robinson declinou por não ter como
pagar.
Para se ter ideia dos custos que implicam na produção dos programas de
rádio e TV, no primeiro turno, dos R$ 7.732.745,96 que a campanha do PSD
declarou à Justiça Eleitoral, R$ 3.990.000,00, ou 51%, foram debitados
na rubrica “produção de programas de rádio, televisão ou vídeo”.
Mudanças
Na outro extremo da disputa, Henrique Eduardo Alves modificou os
titulares de seu marketing. Adriano de Sousa continua na campanha, mas a
coordenação agora é do baiano José Fernandes, marqueteiro do DEM
nacional, e que atuou na campanha do senador José Agripino em 2010. Por
ora, a equipe aguarda o resultado de pesquisas qualitativas para
reposicionar a imagem de Henrique Alves.
“Vamos ter amanhã uma qualitativa para ver o que precisa mudar”, revelou
à reportagem José Fernandes, que comentou ainda uma das estratégias a
ser adotada: “Tem que ir para cima, não deixar nada sem resposta.
Henrique tem número de apoio, tem boas condições para ser bom
governador”.
Instado a explicar o que significava exatamente “ir para cima”, ele
esmiuçou: “Não pode deixar de dar resposta. O cara não tem condenação.
Vi que no primeiro turno exploraram uma condenação que não existiu.
Essas coisas não podem ficar sem resposta. Não vamos partir para o
ataque, vamos manter a ponderação”, explicou o novo marqueteiro da
campanha do PMDB.
Fernandes também sinalizou que a biografia do candidato voltará a ser
explorada. “. Henrique foi para a Câmara com 21 anos, quando podia estar
curtindo a juventude. Foi para lá na época da ditadura, em que seu pai
teve os direitos políticos cassados. É uma história de lutas, até chegar
à Presidência da Câmara. Isso não é qualquer coisa. É preciso que as
pessoas comparem as biografias na hora de votar”, afirmou o baiano.
Portal no Ar
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