O
presidente Jair Bolsonaro orientou os quartéis a comemorarem a “data
histórica” do aniversário do dia 31 de março de 1964, quando um golpe
militar derrubou o governo João Goulart e iniciou um regime ditatorial
que durou 21 anos. Generais da reserva que integram o primeiro escalão
do Executivo, porém, pedem cautela no tom para evitar ruídos
desnecessários diante do clima político acirrado e dos riscos de
polêmicas em meio aos debates da reforma da Previdência.
Em um governo que reúne o maior número
de militares na Esplanada dos Ministérios desde o período da ditadura
(1964-1985) – o que já gerou insatisfação de parlamentares -, a
comemoração da data deixou de ser uma agenda “proibida”. Ainda que sem
um decreto ou portaria para formalizá-la, a efeméride volta ao
calendário de comemorações das Forças Armadas após oito anos.

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