R7 - Imagens de câmera
de vigilância gravaram o momento da queda do helicóptero que levava o
jornalista Ricardo Boechat e o piloto Ronaldo Quatrucci. O acidente
ocorreu na segunda-feira (11), na ligação do Rodoanel com a rodovia
Anhanguera, em São Paulo. Boechat e
Quatrucci voltavam de Campinas, a 99 km de São Paulo, e iam em direção
ao heliponto da emissora TV Bandeirantes, no Morumbi, na zona sul da
capital paulista, quando a aeronave se chocou contra a parte dianteira
de um caminhão que trafegava na via. O motorista foi socorrido.
Uma mulher que presenciou a queda do helicóptero disse que viu o momento
em que o passageiro pulou da aeronave e tentou pedir ajuda.
“Eu vi uma pessoa
do lado direito do helicóptero, quando já estava prestes a pousar,
pulando. Foi na hora que a carreta veio, chocou com helicóptero, que
rodou e despedaçou. Foi nessa hora que caiu em cima da pessoa que
pulou”, diz a testemunha.
A mulher acredita
que o jornalista teria sobrevivido, porque ainda teria erguido o braço
quando estava no chão. No entanto, o pedaço do helicóptero em chamas
caiu em cima dele, o que teria o matado.
Autorização
A RQ Serviços
Aéreos Especializados, empresa dona da aeronave Bell Helicopter, de
prefixo PT-HPG, não poderia fazer táxi aéreo, de acordo com a Anac
(Agência Nacional de Aviação Civil).
Segundo a
agência, a empresa tinha autorização apenas para prestar serviços de
aerofotografia, aeroreportagem, aerocinematografia, entre outros do
mesmo ramo. “Qualquer outra atividade remunerada fora das mencionadas
não poderia ser prestada”, diz a Anac, por meio de nota.
Velório
O velório do
jornalista Boechat foi realizado no MIS (Museu da Imagem e do Som), na
zona oeste de São Paulo, às 22h desta segunda-feira (11). A cerimônia de
despedida foi aberta ao público e seguiu até as 14h de terça-feira
(12). Após esse período, o velório será restrito para os familiares. Piloto
responsável pelo voo que transportava Boechat, Ronaldo Quattrucci tinha
20 anos de experiência na função — tirou o brevê (documento que permite
ao seu titular pilotar aeronaves) em 1999, um ano após a morte de seu
irmão, Rogério.
Casado, ele era o
dono da empresa RQ Helicópteros, com uma frota de três helicópteros. O
corpo de Quatrucci foi velado também em São Paulo, nesta quarta-feira
(12).

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