Estado de S.Paulo - A
facção criminosa que surgiu em São Paulo e se espalhou pelo país soma
no Rio Grande do Norte 798 bandidos, que, na semana passada, de alguma
forma receberam a informação para ficarem de prontidão, nas ruas, para
reagir em solidariedade aos ‘correligionários’ presos em Alcaçuz. Os ataques simultâneos registrados em Natal, Belo Horizante e outras
cidades mineiras no fim de semana foram decididos pelo “resumo dos
Estados”, os bandidos responsáveis pela facção em cada unidade da
Federação, depois de consulta feita à Sintonia dos Estados, setor do PCC
que cuida da organização fora de São Paulo. “Os bandidos diziam que era para ir para cima de policiais e agentes
prisionais e pôr fogo em ônibus. As forças de segurança desses Estados
foram avisadas e estão de prontidão”, informou um investigador ao jornal
O Estado de S.Paulo.
Até essa segunda-feira, as autoridades públicas, oficialmente ainda
não tratavam da morte do policial Kelves Freitas de Brito como
consequência direta da atuaçaõ do PCC. Mas, de acordo com o Estadão, a
morte tem relação direta com os eventos criminosos. “O plano inicial era fazer uma manifestação pacífica em Natal contra o
que os bandidos chamam de opressão no complexo prisional de Alcaçuz (em
Nísia Floresta, na Grande Natal)”, afirmou um dos responsáveis pelas
investigações contra o PCC. Mas a direção do “partido” no Estado decidiu que a manifestação não
teria o efeito desejado e decidiu atacar. A mesmo decisão se estendeu a
Minas e a dois outros Estados que teriam problemas em cadeias.

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