
Iasmin Lorena de Araújo foi morta no dia 28 de março e corpo só foi encontrado quase um mês depois, enterrado em uma casa na mesma rua onde ela morava. Homem foi preso e confessou o crime.
G1\RN - Quase dois meses depois que a polícia encontrou um corpo enterrado em
uma casa na mesma rua onde Iasmin Lorena de Araújo, de 12 anos, havia
desaparecido no dia 28 de março, na comunidade da África, Zona Norte de
Natal, um exame de DNA confirmou o cadáver como sendo o da menina.
De acordo com o diretor do Instituto Técnico-Científico de Perícia
(Itep), Marcos Brandão, o laudo que confirmou a idade do corpo saiu no
final da semana passada. Após os trâmites, a família foi chamada para
liberar o corpo nesta terça-feira (19) e o sepultamento aconteceu por
volta das 11h no cemitério da Redinha. Segundo Brandão, houve dificuldade
na identificação da vítima por causa do estado em que o corpo foi
encontrado, já em decomposição.
Na primeira tentativa de exame de DNA
foram usados tecidos da pele, mas o estudo não foi conclusivo. Ao todo,
foram três tentativas. Na última, o perito do Itep, que fez o exame em
parceria com um laboratório do Ceará, usou uma cartilagem do arco
costal. “Já existia um entedimento que o corpo era de Iasmin, mas a perícia
tem uma base científica que deve confirmar isso. Foi feito um exame de
linhagem, com amostras coletadas com os pais e a probabilidade de o
corpo não ser dela é de uma para 17 quatrilhões. É uma margem de
praticamente 100% de certeza”, explicou Marcos Brandão.
Iasmin Lorena de Araújo desapareceu no dia 28 de março, em Natal (Foto: Arquivo da Família/cedida),
O crime
Iasmin foi vista com vida pela
última vez por volta das 13h do dia 28 de março. De acordo com a
família, a menina saiu de casa, na Rua José Acácio de Macedo, na
comunidade da África, na Redinha, para entregar um dinheiro a uma
vizinha a pedido da mãe. A mulher que receberia o dinheiro mora em uma
rua próxima, e disse que a menina sequer chegou ao destino. A família
então procurou a polícia e fez uma queixa do desaparecimento dela. Desde
então, começaram as buscas por Yasmim. O corpo de Iasmin foi encontrado por
cães farejadores do canil do Batalhão de Choque da Polícia Militar na
tarde da terça-feira 24 de abril, quase um mês depois do
desaparecimento. Ele estava enterrado dentro uma casa inacabada no
bairro da Redinha, na Zona Norte da cidade. A rua é a José Acácio de
Macedo, a mesma onde a menina morava.
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Casa onde o corpo foi encontrado (Foto: Kleber Teixeira/Inter TV Cabugi).
Policiais civis e militares, e mais
uma equipe de resgate do Corpo de Bombeiros, participaram das buscas.
Familiares da menina também acompanharam o trabalho. Os investigadores
chegaram ao imóvel após uma denúncia anônima.
Pedreiro Marcondes Gomes da Silva foi preso no litoral potiguar e confessou o crime (Foto: PM/Divulgação).
Preso
Vizinho da família de Iasmin, o pedreiro Marcondes Gomes da Silva, de
45 anos, que trabalhava no imóvel onde o corpo foi encontrado, confessou
o crime. Suspeito do desaparecimento da menina, ele foi preso no dia 26
de abril, dois dias após o corpo ser encontrado, em uma praia do
município de Touros, no Litoral Norte potiguar. Na versão contada aos
investigadores, o pedreiro afirmou que agiu sozinho. Ainda de acordo com
Marcondes, ele matou a menina após ela recusar um pedido dele para terem relação sexual. Ele teria a estrangulado.

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