Segundo Tomaz Neto, secretário-adjunto da Secretaria Municipal de Obras Públicas (Semov), foram diversos os obstáculos enfrentados durante os últimos anos. O processo de conclusão da obra teve que ser paralisado várias vezes por razões burocráticas e por falta de envio de verbas. O plano de drenagem tem uma extensão total de 4,7 km, e interliga as lagoas do Centro Administrativo. “O desague final seria no Rio Potengi e a obra concluída poderia eliminar 33 pontos de alagamentos ao longo do túnel, contemplando diversos bairros da Zona Oeste”, diz o secretário.
Segundo Tomaz, faltam apenas 820 m para a conclusão da obra, que está parada há cerca de 1 ano e seis meses devido a problemas eminentes durante sua execução. O secretário conta, por exemplo, que surgiu uma dificuldade relacionada ao aparecimento de areia no túnel junto com a água. Para solucionar, a obra teve que ser paralisada e medidas pensadas para sanar a problemática, sem que o meio ambiente fosse atingido de forma agressiva. Apenas esse simples processo demorou meses.
Outro problema citado por Tomaz envolve o questionamento de um morador de um dos bairros beneficiados pela obra. A preocupação envolvia o ponto final de desague do túnel, o Rio Potengi, e os efeitos causados na vegetação nativa da região. A obra foi paralisada e alternativas foram estudadas e apresentadas com objetivo de sanar o problema e causar o mínimo impacto possível no meio ambiente. “Na época que o MPRN embargou a licença existente, automaticamente suspendeu a execução da obra. Já faz um ano e seis meses que isso aconteceu. E foi algo que partiu de uma pessoa completamente leiga, mas é algo que serve para se manter o controle e a gente precisa obedecer as recomendações”, diz Tomaz.
Com os estudos apresentados ao Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente(Idema) e uma reunião marcada para esta terça-feira, 19, no Instituto de Gestão das Águas do Estado do Rio Grande do Norte, o secretário acredita que a obra deverá ser liberada e por fim será concluída. No final de maio, o ministro das Cidades, Alexandre Baldy, esteve em Natal com o objetivo de assinar termos aditivos para o investimento na conclusão da obra, solucionando, assim, os problemas com a verba. Cerca de R$ 21, 6 milhões foram liberados. Segundo Tomaz Neto, este dinheiro ainda não chegou nas mãos do município, justamente pela obra estar paralisada.
“Se tudo
caminhar bem, será recebida a licença renovada e aí sim a obra poderá
ser retomada”, conclui. O secretário conta que
houve um custo adicional na obra no valor de R$ 9 milhões, devido ao
contrato mantido com a empresa responsável pelas obras durante o tempo
de serviço paralisado. Mesmo com o “imprevisto”, Tomaz se mantem
confiante e acredita que a decisão de terça-feira irá definir o retorno
da conclusão das obras. Assim, 4 anos após seu início, o natalense
poderá vislumbrar um dos legados da Copa de 2014.

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