Os Divergentes - Há exatos 24 anos, o Brasil perdia seu maior piloto e um dos maiores ídolos nacionais. No dia 1 de maio de 1994, Ayrton Senna sofreu um grave acidente no Grande Prêmio de San Marino, na Itália, e faleceu aos 34 anos. Na ocasião, Senna era o líder da prova e perdeu o controle na curva Tamburello,
do Autódromo Enzo e Dino Ferrari, em Imola, o que fez ele se chocar
contra o muro de proteção. A prova foi interrompida e um clima de
comoção tomou conta dos presentes e dos milhões que assistiam a tudo
pela TV. Sem aparentar qualquer reação, Senna foi retirado de seu carro
e levado diretamente para o hospital, onde sua morte foi confirmada poucas horas depois.
O corpo do brasileiro que ficou conhecido como um dos maiores pilotos
da história do automobilismo foi conduzido a sua cova no Cemitério do
Morumbi, em São Paulo, por outros astros do volante da época. Entre
eles, Emerson Fittipaldi, o irmão Wilson e o sobrinho Christian, Alain
Prost, Gerhard Berger, Téo Fabi, Damon Hill, Thierry Boutsen e
dirigentes de várias escuderias. Além das personalidades famosas havia,
sobretudo, pessoas simples, fãs, adultos e crianças.
A Fórmula-Um continua na pista, como novos ídolos. A grande maioria
deles confessa a admiração e a inspiração no grande Ayrton. Aliás, pela
primeira vez depois da morte de Senna, as pistas não contam com um
piloto brasileiro na competição. Logo o Brasil que tantos ases deu ao
automobilismo, grandes campeões, como Senna, Emerson Fittipaldi e Nélson
Piquet.
Como foi – Não sei quantas vezes eu já havia fotografado o tormento
de um indivíduo solitário perder seu único ente querido. E também a
aflição de uma família com o falecimento de um parente, filho, mãe, pai,
irmão. Mas dessa vez eu estava diante de um sofrimento igualmente
intenso e coletivo: uma nação inteira sepultar um ídolo.
Um jornalista tem de conter sua emoção diante dos fatos. Mas confesso
que nesse dia nem eu e nenhum dos meus colegas de profissão cumprimos
essa regra. Ainda no aeroporto de Cumbica, vimos o caixão de Ayrton
desembarcar do avião e ser coberto com a bandeira do Brasil. Já nesse
momento sabíamos que estávamos numa cobertura onde o sentimento da perda
e a consequente intensidade da dor marcariam imensamente a história do
povo.
Desde o pouso do avião que transportou o corpo do campeão até a
descida do caixão ao túmulo o silêncio só foi vencido pelo choro de seus
admiradores. Vi de perto, pois estava no caminhão para transportar os
fotógrafos. Milhões de pessoas saíram à rua para aplaudir e prantear o
ídolo no trajeto do Aeroporto de Guarulhos até o Cemitério do Morumbi. Tinha-se a impressão que, pela primeira vez, São Paulo parou. Imagine
quantos milhões de brasileiros e estrangeiros de mundo a fora até hoje
lamentam a morte de Ayrton Senna.
A Fórmula-1 fez referência, nesta terça-feira (1), ao aniversário de morte de Ayrton Senna. Há exatos 24 anos, o lendário piloto brasileiro morreu depois de um acidente em Ímola, durante o GP de San Marino. Por seu Twitter oficial, a categoria postou uma foto em preto e branco de Senna e a hashtag "Senna Sempre", além de uma bandeira do Brasil.

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