Foto: Ricardo Stuckert / Instituto Lula
Estadão - A pesquisa Datafolha que mostra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da
Silva na liderança mesmo após a condenação pelo Tribunal Regional
Federal da 4ª Região (TRF-4) é uma mostra de que o "povo não aceita
injustiça", afirmou nesta quarta-feira (31) o Partido dos Trabalhadores.
"Mesmo condenado por julgadores injustos e massacrado pelas manchetes e
editoriais, Lula não perdeu um só voto. Ao contrário, sua vantagem
sobre os adversários cresceu nas simulações de segundo turno", diz a
nota do partido. Na semana passada, o ex-presidente teve sua condenação
confirmada, por 3 votos a 0, e ainda viu sua pena ser aumentada de 9
anos e 6 meses para 12 anos e 1 mês, por corrupção passiva e lavagem de
dinheiro. Caso a decisão não seja suspensa por recurso, Lula está
inelegível pelos critérios da Lei da Ficha Limpa.
Segundo o documento,
"a opção por Lula cresce na medida em que o governo ilegítimo tenta
desconstruir o legado de desenvolvimento com inclusão social dos
governos do PT; na medida em que os golpistas retiram direitos, entregam
nossa soberania e aprofundam a crise social." O texto diz ainda que a
soma de votos em branco, nulos e abstenções registrada no cenário sem o
ex-presidente - a maior da história das pesquisa em anos não eleitorais,
diz o próprio instituto - é mostra de que sua exclusão causará "um
imenso vazio de democracia" e "a irresponsabilidade daqueles que tentam,
a qualquer custo, tirar do povo brasileiro o direito de votar em
Lula".
"O julgamento do povo é muito claro: uma eleição sem Lula
agravaria ainda mais a incerteza e a insegurança que estamos vivendo
desde o golpe do impeachment. E a responsabilidade
recairá sobre aqueles que insistem em afastá-lo à força de farsas
judiciais como as de Curitiba e Porto Alegre", diz a nota, que reforça a
candidatura do petista à presidência este ano.

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