Ninguém pode negar que a sexualidade humana é algo complicado. Além
de existir uma variedade enorme de formas de prazer, nossas preferências
também variam de um país para outro, de pessoa para pessoa e de um dia
para o outro.
Por isso, definir o que é uma vida sexual “normal” é uma tarefa
praticamente impossível. As possibilidades são tantas que uma só
estatística não seria capaz de produzir um retrato fiel de como a
maioria das pessoas se sente. A BBC Future examinou as evidências e os números compilados por
vários estudos ceintíficos para ter uma ideia da amplitude do espectro
sexual humano – do quanto realmente queremos fazer sexo ao que de fato
acontece entre os lençóis. É claro que muitas pesquisas sobre comportamento sexual não são muito
confiáveis, já que falar de sexo ainda é um tabu. Muitos participantes
não revelam a verdade ou podem exagerar nas respostas para se exibir.
Mas os números abaixo podem dar um panorama sobre a vida sexual no
século 21.
O quanto queremos fazer sexo?
Já se sabe que é muito difícil quantificar orientações sexuais:
estimativas sobre o número de homossexuais nos Estados Unidos, por
exemplo, variam de 1% a 15% dependendo de quem for indagado, como a
pergunta foi feita ou se falamos de atração, comportamento ou identidade
sexual. Ainda assim, algumas pesquisas recentes, realizadas em todo o mundo,
sugerem que de 0,4% a 3% dos homens e mulheres têm uma ausência completa
de desejo sexual (o que não quer dizer que elas nunca se relacionaram). A exata prevalência da assexualidade é desconhecida, mas hoje há cada
vez mais indivíduos com coragem de assumir que não sentem desejo sexual
algum.

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