Metrópoles - A conta de luz está mais cara no Distrito Federal a partir deste
domingo (22/10). A baixa tensão tem acréscimo de 6,84%, enquanto o valor
da alta tensão aumentou 8,46% — a média ficou em 7,35%. A mudança
supera à de 2016, quando os consumidores passaram a pagar 3,35% a mais
pela eletricidade na capital da República.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) havia autorizado, na terça-feira (17), a Companhia Energética de Brasília (CEB) a reajustar a tarifa cobrada do consumidor. O acréscimo se soma a outra medida que encarece a conta cobrada da
população desde agosto: a aplicação das bandeiras tarifárias. A Aneel, a
partir de julho, autorizou a cobrança extra, que deve continuar pelo
menos até novembro, devido à estação seca. Em outubro, é aplicada a bandeira vermelha
patamar 2. A tarifa é a mais cara do modelo e representa a cobrança de
taxa extra de R$ 3,50 a cada 100 Quilowatt-hora (kWh) consumidos. Em
setembro, a bandeira tarifária das contas de luz foi a amarela, com taxa
extra de R$ 2 para cada 100 kWh de energia consumidos.
Estiagem e racionamento de água
A revisão tarifária ocorre em um momento no qual o brasiliense sofre com a forte seca que castiga o DF. Além de prejudicar a geração de energia — a usina do Lago Paranoá precisou ser desligada nesta terça —, o clima tem prejudicado o abastecimento de água. A Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) afirmou ao Metrópoles que não descarta a possibilidade de ampliação do rodízio de água para dois dias. E acrescentou que qualquer medida será divulgada com antecedência. A companhia, inclusive, vai enviar à Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do DF (Adasa), nesta segunda (23), um plano sobre a medida.
Neste sábado (21), o volume de um dos principais reservatórios do DF
bateu recorde negativo: o do Descoberto atingiu o menor nível histórico,
9,8%. O valor de referência para este mês, estipulado pela Adasa é de
9%. Já o índice registrado em Santa Maria ficou em 24,6%, e a
expectativa da agência é de que a bacia encerre outubro com 23% de água. Segundo as previsões das curvas de acompanhamento, o nível do
Descoberto deve voltar a subir em novembro. Já o de Santa Maria começará
a recuperar o volume útil a partir de dezembro.
Para haver diferença nos níveis dos reservatórios, a Caesb afirma ser
preciso que as chuvas sejam volumosas e duradouras e ocorram por vários
dias. Mas, de acordo com previsões do Instituto Nacional de
Meteorologia (Inmet), as precipitações devem voltar somente a partir do
próximo dia 28. Até essa data, as temperaturas ficarão acima dos 32ºC.

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