
Novo Notícias - A estudante Aylla Fontinely, de 24 anos, foi morta a tiros na noite
desta terça-feira, 22, no bairro de Nossa Senhora da Apresentação, na
zona Norte de Natal. Em todo o ano de 2017, com este registro, o Rio
Grande do Norte já soma 93 casos mortes violentas envolvendo mulheres,
ou femicídios, quando não está envolvida a questão do gênero, segundo
dados do Observatório da Violência Letal Intencional (Obvio),
organização que contabiliza e analisa a violência no estado.
Entre janeiro e agosto deste ano, o número de femicídios é 40,9%
maior que no mesmo período de 2016, com 66 mortes. Neste aspecto,
levando em considaração o aumento expressivo de assassinatos, uma mulher
é morta a cada dois dias no Rio Grande do Norte. Neste último caso, Aylla Fontinely estava com uma amiga na Rua Miguel
de Cervantes, no bairro de Nossa Senhora da Apresentação, quando foi
surpreendida por dois homens armados. Ela foi alvejada três vezes. Foram
dois tiros na cabeça e o outro no antebraço. A amiga dela, que não foi
identificada, conseguiu fugir do local.
O caso será investigado pela Divisão de Homicídios e Proteção a
Pessoa (DHPP) da polícia civil. Ainda não há informações sobre o que
motivou o crime.
Nas redes sociais, Aylla exibia imagens com apologia e incitação de
crimes, como uma tatuagem que faz referência a uma facção criminosa em
atuação em Natal, além de de vídeos consumindo drogas e de manifestações
contra a polícia militar. Ainda de acordo com os dados do Obvio, o bairro de Nossa Senhora da
Apresentação é, atualmente, o mais violento de Natal. A região já
registrou 52 homicídios, o que representa 12% de todas as mortes
violentas da cidade, com um total de 410 pessoas assassinadas.

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