Para acelerar o leilão de alguns projetos anunciados no novo pacote
de concessões, o governo deve lançar mão de medidas como reduzir o prazo
de entrega das propostas. Hoje, esse prazo é de 100 dias, e poderia
cair para 60 dias, segundo uma fonte ligada ao governo. O objetivo é
garantir que o dinheiro arrecadado com as licitações entre no caixa da
União até o fim de 2018 e contribua para o alcance da meta fiscal.
A fixação de um prazo mínimo de 100 dias entre a publicação do edital
e a data do leilão era apresentada pelos técnicos do atual governo como
um grande avanço em comparação ao prazo mais curto, normalmente de 30
dias, dos programas lançados pela ex-presidente Dilma Rousseff. O prazo
mais longo, diziam, era necessário para que os documentos pudessem ser
traduzidos para o inglês e analisados por potenciais investidores
estrangeiros, o que aumentaria a concorrência. Daria oportunidade,
também, para que empresas com regras corporativas mais rígidas pudessem
participar dos leilões

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