Rebelião em Alcaçuz deixou dezenas de mortos
O Instituto Técnico-Científico de Polícia (Itep-RN) recebeu o resultado
dos últimos três exames de DNA de presos mortos durante a rebelião na
Penitenciária Estadual de Alcaçuz, no mês de janeiro, e ainda não tinham
sido identificados. Os três cadáveres estavam carbonizados, detalhe que
impossibilitou a confirmação das identidades na ocasião, e como o
Instituto ainda não possui laboratório próprio, o material genético
coletado precisou ser enviado para análise em um laboratório forense de
Salvador (BA).
Dois deles tiveram a identidade confirmada: José Marcelo da Cruz e Caio
Henrique Pereira de Lima, ambos tinham 29 anos. O terceiro corpo
submetido ao exame de DNA na Bahia não foi identificado, e permanece em
uma das geladeiras do Itep-RN: o DNA analisado não correspondeu ao
material genético recolhido junto a uma pessoa da família que reclamava o
corpo. “Como esse primeiro exame deu negativo, e temos outra família
reivindicando, vamos tentar enviar novamente para o laboratório em
Salvador – não temos como precisar uma data, pois dependemos do
cronograma deles”, adiantou Marcos Brandão, diretor geral do Instituto.
Com os resultados, dos 26 corpos recolhidos durante a rebelião em
Alcaçuz, dois ainda não foram identificados: além do cadáver não
identificado através do exame de DNA de um cadáveres, um outro corpo foi
sepultado como indigente no mês de março pelo Itep-RN. “Ninguém veio
reclamar o corpo. De qualquer maneira, foi possível recolhermos
impressões digitais para exames de papiloscopia e tecidos para permitir
a análise genética”, acrescentou Brandão.

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