“Desde 2013, quando percebemos que
estávamos no meio de uma crise hídrica, que a gente vem trabalhando com
as restrições de uso da água para a irrigação, que são as finalidades
menos prioritárias de acordo com a Lei 9.433. Fizemos uma primeira regra
de restrição de horário, em 2014, e depois, em 2015, sentimos por
necessidade restringir ainda mais haja vista não ter tido recarga
suficiente. Portanto, é dessa forma, trabalhando com restrição de uso da
água e adaptação das captações para abastecimento múltiplo”, explicou
Wesley Gabrieli, coordenador de marcos regulatórios e alocação da
Agência Nacional de Águas.
Construída pelo Dnocs na década de 1980,
o maior reservatório do Rio Grande do Norte, tem enfrentado as piores
baixas dos últimos anos. Como mostra no gráfico da ANA, em janeiro de
1985, a ARG atingiu seu volume máximo, que é de 2,4 bilhões m³. Entre
2002 e 2004 chegou a atingir uma cota de 45,95m, o equivalente a 1.094
m³. Contudo, voltou a receber água e atingiu seu volume total em 2011,
último ano antes da seca prolongada. A partir de 2013, a barragem teve
seu volume caído constantemente, em virtude da estiagem prolongada. Em
2016 chegou a sua segunda pior cota da história com 39,11 m, equivalente
a 506 m³ de água e agora, em 2017, já atingiu sua terceira e maior
queda hídrica da história com aproximadamente 408,96 m³, o equivalente a
17,04% do volume total.
“Estamos tomando uma série de medidas de
gestão e estrutural, como a limpeza no curso da água, sempre como apoio
do comitê de bacia, para poder postergar a vida útil do reservatório”,
disse Wesley.

0 comments :
Postar um comentário